Até Obama virou fantasia

Evento recebeu caravanas e grupos de vários Estados

Monica Cardoso, O Estadao de S.Paulo

15 de junho de 2009 | 00h00

Elvis, Amy Winehouse, Mulher Maravilha, Penélope Charmosa e até o presidente americano, Barack Obama. Não faltaram fantasias na 13ª Parada do Orgulho LGBT, enquanto 14 carros de som fizeram o percurso do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, descendo a Rua da Consolação, até a Praça Roosevelt. O evento ainda recebeu caravanas e grupos de praticamente todos os Estados.Um grupo de nove pessoas, todas homossexuais, veio de Vitória, no Espírito Santo. "Lá temos uma parada menor. A ideia é dar visibilidade à nossa questão (do combate à homofobia). Pagamos impostos e temos direitos como qualquer outra pessoa", ressaltou a corretora de seguros Tânia Siqueira, de 45 anos.Outro grupo, com oito pessoas, veio de Criciúma, no sul de Santa Catarina. "São quatro anos na Parada. É uma boa oportunidade para divulgar os direitos dos homossexuais", disse o empresário Rogério Schneider, de 38 anos. A questão direitos, aliás, foi a principal bandeira deste ano. À frente de cada trio elétrico, viam-se faixas com frases como "você sabia que casais do mesmo sexo têm 37 direitos a menos que os demais?" Enquanto isso, um grupo de amigos, familiares e alunos pediam Justiça ao caso do professor José Carlos de Siqueira, homossexual de 36 anos, assassinado no dia 5. Ele foi esfaqueado dentro de seu apartamento em Suzano, na Região metropolitana de São Paulo. "A perícia foi feita de modo incompleto e os policiais estão agindo com descaso na apuração. Não se pode dizer que foi um crime homofóbico, mas está recebendo um tratamento homofóbico", diz a irmã do professor, Rita Siqueira, de 34 anos.

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