Atenção! Previsão de mar agitado neste verão

Expectativa é de chuvas e frentes frias, o que tornará o oceano mais perigoso, aumentando risco aos banhistas

Marcela Spinosa, O Estadao de S.Paulo

21 de dezembro de 2008 | 00h00

Especialistas advertem: o mar deve ficar mais bravo neste verão, que começa hoje. A agitação será causada pela chuva e passagem de frentes frias. O fenômeno contribui para o risco de afogamentos. Até novembro, 85 pessoas morreram nas águas do litoral paulista. O local com mais mortes foi a Praia Grande - 25. Especial: 30 destinos para passar bem o verão 2009 Opções de hotéis onde ainda há vagas no Natal Siga a cobertura especial com dicas para a estaçãoPara evitar acidentes, a recomendação dos bombeiros é redobrar a atenção. Cuidados valem tanto para banhistas quanto acompanhantes, pois 70% das vítimas morreram ao tentar socorrer alguém - os outros 30% não sabiam nadar. "Quem se afoga vai lutar para se salvar. Quando vê uma pessoa perto, tenta se agarrar. Muitas vezes a água suga os dois. As chances de saírem ilesos são poucas. Por isso, guarda-vidas usam bóia, para a pessoa em risco se segurar", explica o tenente Marcos Palumbo, do Corpo de Bombeiros.A Operação Praia Segura contará com 540 guarda-vidas contratados para auxiliar os 601 já existentes. Eles trabalharão em 654 bases montadas nos 316 quilômetros de praias do litoral paulista. Os trabalhos começaram no sábado e terminarão em 14 de março.Até lá, os dias ensolarados serão divididos com alguns dias frios e as tradicionais chuvas de verão. Esta estação, porém, pode ser atípica. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê que a incidência desses fenômenos será acima da média neste verão. "A Zona de Convergência do Atlântico Sul, sistema de nuvens comum na estação, favorece a formação de chuva. Já as frentes frias passarão várias vezes sobre o Estado", diz a meteorologista Ester Ito.E são justamente as frentes frias que poderão deixar o mar mais agitado. Isso porque, geralmente, as frentes vêm acompanhadas de ventos. "O vento transfere sua energia arrastando a água do mar, o que produz a onda. Se ele for de intensidade muito forte, pode aumentar o tamanho das ondas", explica o professor de Meteorologia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP Ricardo de Camargo.O professor Afrânio Rubens de Mesquita, do Instituto de Oceanografia da USP, alerta que, se a estação vier acompanhada de ciclones, o mar pode ficar mais bravo. "Ciclones trazem ventos muito mais intensos. São os responsáveis pelas conhecidas ressacas, que os surfistas adoram, mas que são perigosas para os banhistas que não sabem nadar."O primeiro cuidado é respeitar placas de sinalização nas praias. O segundo, estar atento ao comportamento da maré. Locais onde as ondas não estouram são os mais perigosos. São onde os buracos e a correnteza - a maior vilã - podem estar.

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