Atendente é preso por simular seqüestro

O atendente de farmácia Alex Brandão Coutinho, de 23 anos, foi preso no fim da manhã, acusado de simular o próprio seqüestro. Ele estava em Nova Friburgo, na Região Serrana, e falava ao telefone com a família, representando um dos "contatos" dos seqüestradores. O rapaz exigia R$ 5 mil. A pena para extorsão é de 4 a 10 anos de prisão.Coutinho disse à polícia que simulou o seqüestro na tentativa de recuperar o dinheiro da família que ficou com o pai, dono de uma rede de farmácias, depois do divórcio. Na última quarta-feira, o rapaz saiu de casa, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, para trabalhar no Centro do Rio, e não voltou. O primeiro telefonema dos supostos seqüestradores teria sido para a ex-namorada de Coutinho. "Esse não é o hábito dos seqüestradores, que preferem procurar diretamente a família. Desconfiei que podia ser uma simulação, mas mobilizei assim mesmo o aparato da DAS (Delegacia Anti-Seqüestro)", contou o delegado Paulo Guimarães, que atuou no caso. A polícia passou então a rastrear as ligações de pedidos de resgate.Durante as "negociações", Coutinho aceitou baixar o valor a ser pago pela família. Chegou a pedir R$ 2 mil e no fim já aceitava R$ 1 mil. Durante os telefonemas, o rapaz pedia a um homem que encontrou em Nova Friburgo para ameaçar a família, e depois falava com a mãe. "Ele chorava, dizia que estava sendo bem tratado e pedia para não preocuparem a avó dele", disse Guimarães.Os policiais rastrearam a última ligação no início da manhã. Coutinho falava de um telefone público, em frente ao hotel em que estava hospedado. Ele chegou a negar a simulação, mas acabou confessando. O rapaz explicou que ligou primeiro para a ex-namorada na esperança que ela reatasse o relacionamento, quando ele fosse "libertado". "Ela seria uma espécie de bônus", disse o delegado.

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