Atendimento só começará a ser normalizado na sexta-feira

Direção faz apelo para que pessoas deixem de ir às consultas que não forem muito urgentes

Fabiane Leite, O Estadao de S.Paulo

26 de dezembro de 2007 | 00h00

A superintendência do Hospital das Clínicas prevê que apenas em dois ou três dias o Prédio dos Ambulatórios e o centro cirúrgico estarão com as instalações adequadas, mas ainda não é possível saber quando as consultas estarão normalizadas. Até 4 mil pessoas que são atendidas por dia nos consultórios do Prédio dos Ambulatórios poderão ser prejudicadas a partir de hoje, por causa do incêndio no local. Os consultórios voltam a funcionar parcialmente esta manhã, mas a própria administração do HC pede que só casos graves compareçam, pois a infra-estrutura elétrica,totalmente danificada, não estará pronta. Cada paciente deverá remarcar seus horários via telefone, afirmou a direção da unidade. Segundo o superintendente do hospital, José Manoel de Camargo Teixeira, como o período é de festas e férias, é possível que o número de consultas marcadas - e de prejudicados - seja menor, de 2.000 pessoas. "Mas estamos pedindo que as pessoas evitem vir, que remarquem", afirmou. "Elas devem entrar em contato com as clínicas (os ambulatórios onde são atendidas) e remarcar. Quem não tiver necessidade, liga", pediu Teixeira ontem. Segundo ele, cada paciente já tem o telefone para o qual deve ligar. Entre 40 e 50 cirurgias eletivas - aquelas que não são de emergência, como, por exemplo, as operações de varizes - também terão de ser reprogramadas, informou ontem o hospital. SANGUEO presidente da Fundação Pró-Sangue, Dalton Chamone, disse que a coleta no HC está suspensa. O posto do hospital é o principal da fundação, uma das mais importantes fornecedoras de sangue do Estado, e recebe entre 500 e 600 doadores por dia. Os voluntários devem buscar outros postos de coleta.De acordo com Chamone, por enquanto não há risco de desabastecimento de sangue, pois os estoques estão em níveis adequados. Um equipamento chamado irradiador de células, que ajuda a evitar que o receptor tenha reações ao sangue doado, terá de ser transferido para o Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo, disse Chamone.O HC negou que tenha sofrido perdas de equipamentos, mas a checagem de todas as máquinas ainda estava em curso ontem. A pane elétrica do prédio e a fuligem que cobriu principalmente o 9º andar são os principais obstáculos ao funcionamento, disse a direção.Ontem, a entrada para a visita a pacientes teve de ser transferida do Prédio dos Ambulatórios para o edifício do Instituto Central. Alguns familiares, depois de assistirem às notícias sobre o incêndio na televisão, correram diretamente para o Hospital das Clínicas."Ficamos apavorados", contou Francisca Pinheiro Bezerra, que sempre visita o irmão, Aguinaldo.

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