Atentado a filho de corregedora não tem pistas

A Polícia Federal do Espírito Santo ainda não tem pistas sobre os autores do atentado contra o filho da corregedora do Tribunal Regional Federal Maria Helena Cisne Cid, Cláudio Cisne Cid, de 31 anos. O carro dirigido pelo rapaz foi atingido por tiros quando ele viajava pala BR-101 na noite de terça-feira. Cláudio não se feriu.De acordo com o delegado federal José Valter Teixeira, a maior dificuldade da polícia é que Cláudio não conseguiu identificar o carro que o perseguiu. "Ele só disse que era um Gol escuro. Isso é muito vago", afirmou. Teixeira informou que agentes federais chegaram a rastrear um Gol hoje que poderia ter sido usado no atentado, mas a possibilidade foi descartada.O delegado reiterou que tem indícios de que o atentado tem conexão com as investigações da corregedora Maria Helena, que denunciou três juízes da 4.ª Vara Federal do Espírito Santo por montarem um esquema de venda de sentenças. "Um rapaz que não tem inimigos, não poderia ter sido vítima de vingança. E ele estava num carro velho, ano 92, o que afasta a possibilidade de assalto.Por enquanto, trabalhamos com a hipótese de retaliação por conta das investigações realizadas pela corregedora", afirmou Teixeira.Ontem a corregedora Maria Helena trabalhou normalmente no Tribunal Regional Federal. Ela está sob escolta permanente da Polícia Federal, por ordem do ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, que atendeu a um pedido do presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Paulo Costa Leite. Cláudio, que deixou sua casa na Grande Vitória, e está morando com a mãe, também está sob escolta. Ontem, a corregedora Maria Helena não quis comentar o atentado sofrido pelo filho.

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