Atentados em SP viram tema dos presidenciáveis

Serra vê 'tendência decrescente do crime'; Dilma e Marina criticam política de segurança de governos tucanos

, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2010 | 00h00

Os atentados ocorridos no final da semana em São Paulo, contra policiais das Rota, e os incêndios de carros na zona leste, fizeram da segurança o tema principal dos presidenciáveis, ontem, em suas campanhas de rua. O tucano José Serra afirmou que há no Estado "uma tendência decrescente do crime", enquanto Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) criticaram as políticas adotadas pelo governo paulista.

Serra fez um elogio da segurança pública do Estado, que segundo ele vem melhorando desde o governo Mário Covas, nos anos 90. Essa tendência, disse ele, "prosseguiu de maneira firme e impressionante" com o governo Alckmin. Mas evitou comentar os incidentes. "Não tenho todos os elementos para falar a respeito. Creio que o governador Alberto Goldman já falou."

No Rio de Janeiro, onde foi visitar o Comitê Olímpico Brasileiro, Dilma Rousseff fez críticas indiretas ao governo paulista, ao comparar suas estratégias com as adotadas pela administração Sergio Cabral. O governo do Rio, afirmou ela, adotou uma política de separar líderes do crime da massa carcerária.

Dilma enfatizou também as parcerias do governo fluminense com o governo federal, em torno de programas como o PAC, o Mulheres de Paz e as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

Em Jundiaí, a candidata verde Marina Silva fez as críticas mais pesadas. Segundo ela, "é necessário fazer uma reforma na segurança pública (em São Paulo), que está há mais de 20 anos sob o mesmo governo". Em outro comentário, disse estranhar "que o Estado mais rico da federação pague os piores pisos salariais aos policiais".

PROPOSTA PARA SEGURANÇA

José Serra (PSDB)

Propõe a criação de Ministério da Segurança Pública, para articular políticas nos Estados alinhadas a uma diretriz nacional. O combate às drogas seria tratado como política de saúde pública - e não de segurança. O combate ao narcotráfico se concentraria nas fronteiras, em portos e aeroportos, com uma polícia nacional fardada. A Polícia Federal se concentraria em inteligência

Dilma Rousseff (PT)

Afirma que a questão da segurança é importantíssima e será uma das prioridades do seu governo, ao lado da educação e da saúde. Discorda da proposta de Serra de criar um Ministério da Segurança Pública. Afirma que o Ministério da Justiça já responde pelas políticas do setor

Marina Silva (PV)

A segurança pública é destaque no seu programa de governo, que trata de remuneração da carreira de policial e modernização das Forças Armadas. Quer uma nova estrutura institucional de segurança, com política de carreira única em cada polícia

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