Aterro sanitário em Perus causa protestos

Aproximadamente 2 mil pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar, protestaram hoje contra a construção de um aterro sanitário no bairro de Perus, zona oeste da capital paulista. Os moradores organizaram um abraço simbólico à área que deverá abrigar o empreendimento, idealizado pela empresa Ecolar, do grupo francês Sita, em um terreno de 1 milhão de metros quadrados, entre os quilômetros 27 e 28 da margem esquerda da rodovia dos Bandeirantes. De lá, os manifestantes seguiram em passeata até a praça do Samba, no centro de Perus.De acordo com Márcio Bezerra, da comissão executiva do movimento "Lixão, Mais um Não", a população de Perus há 20 anos contribui para a solução do lixo na capital e não pode responder sozinha por um questão que é de toda a sociedade. No bairro funciona o aterro Bandeirantes, de resíduos domésticos, que se encontra em fase de exaustão. O projeto prevê o depósito de lixo industrial e doméstico. "Serão 6 mil toneladas por dia", diz Bezerra. O movimento "Lixão, Mais um Não" defende que a área, hoje de propriedade da Companhia Melhoramentos, seja utilizada para atividades culturais e de lazer. O terreno fica próximo à estrada de ferro Perus-Pirapora, que está sendo reformada para exploração turística, e à antiga fábrica Cimento Perus, onde o movimento quer instalar um centro cultural. Os moradores devem pressionar a Prefeitura de São Paulo para que o projeto do aterro não seja autorizado. As informações são de que a Secretaria do Verde e Meio Ambiente já recebeu o pedido de licenciamento do empreendimento.

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