Atirador volta ao local do crime e é preso

Após voltar ao local do crime para verificar se suas vítimas estavam realmente mortas, Francisco José da Silva, de 35 anos, acabou sendo preso em flagrante por policiais militares que faziam a preservação do local do crime para posterior perícia da Polícia Civil. O ato de ousadia, que terminou em prisão do bandido, ocorreu em frente a um bar, na Rua Armelim Coutinho, nº 136, no Parque Real, em Diadema, no grande ABC paulista, no final da tarde de ontem. Dois sobreviventes denunciaram o rapaz, que acabou preso juntamente com outro comparsa.Mesmo advertido pelo irmão, Evandro Gonçalves Nogueira e outro amigo, Caetano Rodrigues de Souza, sobre o risco que ele e o pedreiro Willis Miranda da Silva, 43, correriam caso fossem até o bar, o motoboy José Edvan Nogueira, 32, em sua moto, foi com o colega até o estabelecimento comercial, de onde, em uma certa ocasião, ambos saíram após discussão com um grupo de desconhecidos. Nogueira e Caetano, que estavam num carro, percebendo o perigo a que o irmão e colega estavam expostos, seguiram a moto e ficaram do lado de fora do bar, dentro do veículo. José Edvam e Willis entraram no estabelecimento e, minutos depois, um grupo de quatro homens, três num Santana branco e um numa moto, aproximou-se e começou a atirar várias vezes contra o motoboy e Willis, fugindo em seguida. José Edvan morreu no local, atingido por vários tiros, um deles no rosto. Willis ainda foi levado para o pronto-socorro Municipal de Diadema, onde também morreu.Trinta muinutos depois, com o mesmo Santana utilizado no crime, um dos atiradores, Francisco José da Silva, voltou ao bar; atitude que, segundo a Polícia Civil, foi uma ousadia e uma tentativa de intimidar as testemunhas. Mas o objetivo não foi alcançado pelo atirador. Um dos sobreviventes apontou Francisco como um dos atiradores e ele foi preso em flagrante. Numa rua próxima, a polícia prendeu outro acusado pelo homicídio, Afrânio Gonçalves Salomão, de 31 anos. Os outros dois atiradores não foram localizados. Um deles, no entanto, está identificado como Denir, que, em 2000, foi acusado de tentar matar Evandro Gonçalves Nogueira. O caso foi registrado no 3º Distrito Policial de Diadema.

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