Ativista iraniana será recebida por assessor de Dilma

O governo da presidente Dilma Rousseff deu mais um passo para se distanciar da política externa exercida nos dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no campo dos direitos humanos.

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

05 de maio de 2011 | 00h00

Por decisão do Planalto, a ativista iraniana Mina Ahadi, destacada mundialmente no combate às violações de direitos humanos das mulheres, será recebida em Brasília por duas autoridades públicas. Hoje, a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, a receberá em seu gabinete. Amanhã, a iraniana terá audiência no Palácio do Planalto com o assessor de assuntos internacionais da presidente Dilma, Marco Aurélio Garcia.

Com esse gesto, o Planalto demonstra que é sensível à causa de Mina Ahadi, que é presidente do comitê internacional contra apedrejamento de mulheres, e tem defendido Sakineh Ashtiani, acusada de adultério e condenada à morte por apedrejamento.

O gesto demonstra também que já não são tão fortes quanto antes os laços com o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad. O cuidado da presidente Dilma de não receber, pessoalmente, a ativista evita ferir suscetibilidades internas e externas.

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