Ato contra restrição acaba em tumulto

Cerca de 400 pessoas participaram da manifestação, que terminou com dois detidos em DP

Naiana Oscar, O Estadao de S.Paulo

01 Agosto 2009 | 00h00

Uma manifestação contra as regras impostas pela Prefeitura aos ônibus fretados terminou ontem em tumulto na Avenida Ricardo Jafet, no Ipiranga, na zona sul de São Paulo. Munidos com faixas, apitos e narizes de palhaço, cerca de 400 pessoas bloquearam os dois sentidos da avenida. A Polícia Militar foi acionada e usou spray de gás pimenta para retirar os manifestantes que sentaram na via. Duas pessoas acabaram detidas e foram encaminhadas para o 16º Distrito Policial (Ipiranga). A maioria dos manifestantes mora na zona leste da cidade, no ABC paulista e na Baixada Santista e trabalha na região da Avenida Paulista. "Essas medidas estão prejudicando muitas pessoas. O transporte público não dá conta de atender a todos. O metrô está muito lotado e as aulas nem começaram ainda", disse a psicóloga Carla Hernandes, de 26 anos, que mora em Santo André. Por causa do protesto, o trânsito ficou bastante complicado na região. A gerente de recursos humanos Viviane Coutinho, de 27 anos, foi pega de surpresa. Ela estava dentro do ônibus que ficou parado até que a avenida fosse liberada. "Eles deveriam protestar em outro local para que não prejudicassem tantas pessoas. Estou saindo do trabalho e ainda tenho de pegar meus dois filhos pequenos na escola", queixou-se. ?AÇÕES ORGANIZADAS? A Secretaria Municipal dos Transportes divulgou nota, antes da manifestação, repudiando o ato. E ressaltou que o horário escolhido, uma sexta-feira chuvosa, em horário de pico, era para dificultar a volta para casa do paulistano. "Essa atitude comprova que as manifestações ocorridas nesta semana, contra a nova regulamentação do transporte fretado, não foram espontâneas, senão ações organizadas por grupos que colocam seus interesses financeiros acima do bem-estar coletivo." A Prefeitura ainda afirmou ter certeza de que essa postura "não reflete o pensamento da população, mas apenas a intransigência de setores que se recusam a cooperar para que uma mudança benéfica para a cidade seja instalada". "Preferem optar por atitudes radicais, prejudicando milhões."

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