Marcos Porto/Agência RBS
Marcos Porto/Agência RBS

Ato de pescadores impede que passageiros deixem navio em SC

Protesto contra o aumento do número de peixes considerados em extinção bloqueia o acesso de barcos ao Porto de Itajaí

Tomás M. Petersen, Especial para o Estado

06 Janeiro 2015 | 14h20

FLORIANÓPOLIS - Pescadores estão desde esta segunda-feira, 5, bloqueando o acesso de barcos ao Porto de Itajaí, em Santa Catarina. A ação é um protesto contra uma portaria de 2014 do Ministério do Meio Ambiente (MMA) que amplia para 90 o número de espécies de peixes consideradas em extinção. Ao todo, 130 embarcações pesqueiras impedem o acesso de navios, incluindo um transatlântico com 2,5 mil passageiros.

Em Itajaí, o protesto é organizado pelo Sindicato dos Armadores e das Indústrias de Pesca de Itajaí (Sindipi) e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Pesca em Santa Catarina (Sintrapesca). Segundo as entidades, as proibições impostas pelo MMA representam 35% da produção pesqueira do Brasil.

"Nós estamos no nosso direito de poder continuar a trabalhar, manter os nossos trabalhadores na indústria, nesse setor que emprega tanto na nossa região, mais de 60 mil postos de trabalho", afirmou o presidente do Sindipi, Giovani Monteiro. "Está em risco o trabalho dos pescadores, das pessoas que trabalham em estaleiros, nas indústrias e nos fornecedores de matérias. Envolve muita gente, prejudica o Brasil inteiro."

A principal reivindicação do movimento, além da revisão da portaria, é a inclusão de representantes dos dois sindicatos no grupo de trabalho para discutir a lista das espécies ameaçadas de extinção. Entre as espécies incluídas nesta portaria estão, por exemplo, o atum, a abrótea e o cação, amplamente comercializados.
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