Ato marca 10 anos da morte de Toninho do PT

Cerca de 70 pessoas participaram ontem, na Avenida Mackenzie, em Campinas, de um ato ecumênico que marcou o décimo aniversário da morte do prefeito da cidade, Antonio da Costa Santos - o Toninho do PT. O ato ocorreu no mesmo ponto em que, na noite de 10 de setembro de 2001, o prefeito foi assassinado a tiros, dentro de seu Palio, pouco depois de deixar o Shopping Iguatemi. Até hoje não se sabe quem o matou.

Tatiana Fávaro / CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

10 Setembro 2011 | 00h00

As homenagens a Toninho continuam hoje, com um ato público às 9 horas, na Catedral Metropolitana - contra a omissão das autoridades no caso - e, às 19h30, com missa e apresentação da Orquestra Sinfônica de Campinas

Os 10 anos do episódio começaram a ser lembrados, na verdade, já na terça-feira, quando a viúva de Toninho, Roseana Garcia, foi a Brasília pedir ao governo que as investigações sejam transferidas para a Justiça federal. Se não o conseguir, ela pretende recorrer à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (da OEA), para esclarecimento do crime. Roseana diz não ter dúvidas de que foi um crime político.

PF no caso. Em Brasília, ela discutiu com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a possibilidade de a Polícia Federal entrar no caso. Depois, esteve com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. "A PF pode cooperar no caso, mas como estamos em uma república, deve haver uma conversa com o governo de São Paulo. Pedimos que o ministro tivesse essa conversa", explicou Roseana. "O procurador-geral precisa enviar o pedido de federalização ao Superior Tribunal de Justiça."

Até hoje, como lembrou Roseana, houve um único caso de federalização de um processo estadual: a morte de um advogado pernambucano, em 2009. "Mas o caso de Antônio é emblemático, é um atentado contra a democracia", justifica a viúva.

Em 2001, o caso começou a ser investigado pela Polícia Civil de Campinas e pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). O Ministério Público Estadual chegou a apontar a quadrilha do seqüestrador Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, como responsável pelo assassinato, mas o juiz José Henrique Torres não aceitou a denúncia. Um recurso ao Tribunal de Justiça foi derrotado e, no fim do ano passado, as investigações foram reabertas.C

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