Ato pela Paz reúne 30 mil em São Paulo

Cerca de 30 mil pessoas participaram do Ato pela Paz, promovido pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e realizado hoje pela manhã no Parque Ibirapuera, em São Paulo. O ponto alto da manifestação ocorreu por volta das 13 horas, quando o ministro da Cultura, Gilberto Gil, e o público cantaram juntos a música "A Paz".Entre as personalidades presentes estavam o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, o ministro da Segurança Alimentar e Combate à Fome, José Graziano, o presidente nacional do PT, José Genoino, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy. Lideranças sindicais e militantes do PC do B, PL, PSB, PPS e PDT também se engajaram no ato contra a guerra.Para Gilberto Gil, manifestações como a organizada pelo PT em São Paulo podem ecoar por todo o planeta. "A guerra traz problemas para todo o mundo e mobilizações em todas as partes do planeta dão força para o movimento", disse o ministro. "A tendência é de que esses atos acabem inclusive por reduzir a aceitação da guerra nos Estados Unidos".Por aqui, acrescentou Gil, o ministério está empenhado em descobrir meios de defender a paz e o fim imediato da Guerra do Iraque. "O repúdio à guerra está no código genético dos brasileiros", afirmou. Durante sua apresentação, aberta com a canção "Esperando na Janela", o ministro entoou sua versão para a música "Three Little Birds", de Bob Marley.Vaias para prefeita e aplausos para GenoinoA prefeita Marta Suplicy e o presidente nacional do PT, José Genoino, usaram o microfone para condenar a atuação dos Estados Unidos e o governo de Saddam Hussein, classificado como ditador pela petista. Sob vaias da platéia, Marta leu um Manifesto de São Paulo contra a Guerra. Genoino, por sua vez, classificou a guerra como insana. "Viva a paz", gritou, puxando aplausos do público. A manifestação contou ainda com a participação do cantor Chico César, a quem coube o encerramento musical do ato. Para a comerciante Sandra Barreto, 36, o ato foi fantástico. "É preciso protestar porque o dinheiro gasto nessa guerra poderia estar salvando vidas", afirmou.A comerciante, entretanto, disse não acreditar que uma manifestação em São Paulo possa influenciar qualquer decisão sobre a guerra. "O mais importante não está na repercussão internacional, mas na intenção de quem participa de um ato desses", explicou. Já o analista de sistemas Luiz Zanetti, 34, aposta nos efeitos da informação globalização. "Vemos uma série de manifestações em todo o mundo. E eles vêem o nosso protesto", analisou.

Agencia Estado,

30 de março de 2003 | 15h25

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