Ato serve para PSDB mostrar união que tinha perdido

A festa promovida pelo PSDB ontem em São Paulo para lançar a pré-candidatura de Geraldo Alckmin ao governo paulista cumpriu dois objetivos. O primeiro deles é de ordem prática. Com o anúncio oficial da chapa tucana, o partido pode colocar a pré-campanha na rua no maior colégio eleitoral do País.

Cenário: Silvia Amorim, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2010 | 00h00

Desde que saiu da Secretaria de Desenvolvimento, em 1.º de abril, Alckmin submeteu-se a um período sabático forçado à espera da oficialização do seu nome na disputa. Fez algumas visitas ao interior paulista para eventos religiosos ou beneficentes, mas passou a maior parte desse período, de mais de um mês, em seu escritório político, na capital, articulando alianças e apoios e definindo sua equipe de campanha.

Agora, após o lançamento oficial, Alckmin promete realizar um giro por todo o Estado ainda neste mês com o o pretexto de buscar demandas das diversas regiões para o programa de governo tucano. Em princípio, serão 14 encontros com a presença do pré-candidato.

A largada da pré-campanha em São Paulo também é estratégica para o presidenciável tucano, José Serra. O plano do PSDB é ampliar o máximo possível a votação no Estado para compensar a desvantagem que o partido enfrenta no Nordeste frente ao PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O outro objetivo da festa tem caráter mais simbólico. O PSDB, que na eleição nacional de 2006 seguiu rachado em diversos Estados, e, principalmente em São Paulo, se apresenta nesta eleição unido e, aparentemente, pacificado. A unidade partidária foi amplamente explorada no encontro de ontem. A começar pela escolha do nome para o evento: "Unidos por São Paulo". Atrás do palco, o painel também destacava o arco de aliados no Estado - DEM, PMDB, PHS e PSC. Os tucanos ainda buscam o PTB e o PPS.

Lideranças como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, José Serra, o presidente nacional do PSDB, Sergio Guerra, além de aliados como o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) marcaram presença no lançamento de Alckmin. A ausência mais notada foi a do ex-governador mineiro Aécio Neves, que não compareceu porque está no exterior.

Desta vez, com o favoritismo do lado tucano na disputa presidencial, o partido se esforça para não cometer os erros do passado.

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