Atores encenam história de São Vicente na praia

A cidade de São Vicente, que foi a primeira vila fundada no País, em 1502, terá sua história representada na praia com 700 figurantes, entre os dias 22 e 27 de janeiro próximos, sempre às 20h30. A Secretaria de Cultura de São Vicente acredita que 100 mil pessoas deverão assistir ao espetáculo. Francisco Cuoco, Leonardo Brício, Carlos Casagrande e Mônica Carvalho são os atores conhecidos que participarão da representação.A encenação da Fundação da Vila de São Vicente mobiliza a cidade e envolve moradores e turistas. Serão 6.500 mil ingressos colocados à venda por dia. Para quem não consegue o ingresso, a Prefeitura instala o telão com transmissão direta na área externa, na Praça Tom Jobim.O ator Leonardo Brício, da TV Globo, será o nobre português Martim Afonso de Sousa, fundador da primeira cidade. Francisco Cuoco foi convidado para o papel de Padre Gonçalo, anteriormente interpretado por Ney Latorraca. Carlos Casagrande será o cacique Tibiriçá e Mônica Carvalho assume a personagem da índia Bartira. Hélio Cícero e David Jr. complementam o elenco.O ator, diretor e tradutor Niels Damkjaer vem da Dinamarca especialmente para participar da encenação. Ele interpretará o Bacharel Mestre Cosme Fernandes, o primeiro branco que chegou à região e com uma forte influência entre os indígenas."O desafio é contar a mesma história, modificada. Nós podemos usar a liberdade poética, mas não podemos mexer na história", comenta Amauri Alves, que também assina o roteiro e a cenografia. 700 figurantesAlém dos 700 figurantes, são mais de 300 profissionais (a maior parte da área de artes cênicas) trabalhando como operadores de som, cenotécnicos, maquiadores, figurinistas, camareiras, seguranças e pessoal de apoio.O elenco foi dividido em oito núcleos de atuação: Índios, Guerreiros, Marinheiros, Seres da Terra, Seres do Mar, Soldados, Nobres, Clero e Índias da Dança da Chuva. O destaque deste ano será a luta entre a água e a terra. Para reforçar as imagens foram contratados especialistas em pirotecnia. Três canhões-pipa vão garantir toda água necessária para ampliar a versão do combate.Outro ponto importante da pesquisa da encenação deste ano foi o estudo sobre os índios. "Vamos fugir da idéia sempre romantizada, nossa proposta é mostrar uma visão mais realista deles, sempre voltados para a guerra, escravidão e antropofagia, características da sociedade indígena da época", explicou o diretor do espetáculo Amauri Alves, também secretário de Cultura de São Vicente.

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