Atraso médio é de três horas; passageiros fazem apitaço

Os atrasos nos aeroportos têm, nesta quarta-feira, média de duas a três horas, mas há casos de vôos com atraso de até 12 horas. No Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, oito pousos e três decolagens estavam atrasados. Mais de dez vôos tinham sido cancelados nesta manhã. Para protestar, os passageiros realizaram um "apitaço" no saguão de espera.Pelo mil pessoas esperavam entre o salão de embarque e a área do check-in. Os carrinhos para transporte de bagagens não estavam mais disponíveis. As filas já chegavam na parte externa do terminal e os passageiros reclamavam das empresas, que não reembolsavam gastos com alimentação.Às 9h45, a página da Infraero contabilizava 51 atrasos nos aeroportos de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. No Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, havia oito pousos com atrasos, sendo um deles internacional, e cinco partidas de vôos domésticos atrasadas; apenas dois vôos cancelados.Na zona sul da capital paulista, no Aeroporto de Congonhas, sete pousos de companhias nacionais seguiam fora do horário programado. As partidas ocorriam com atrasos de uma a duas horas.O Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro, registrava 14 chegadas, duas delas internacionais, e seis partidas com atrasos. O vôo 802 da companhia Pluna, com destino a Madri deveria ter decolado às 23h50 de terça-feira e foi remarcado para as 12 horas desta quarta-feira.No Aeroporto Santos-Dumont, também no Rio, não havia atrasos ou cancelamentos. Na terça-feira, passageiros chegaram a esperar mais de seis horas dentro de um avião. Muitos desceram irritados do avião e desistiram da viagem.Na manhã desta quarta-feira, no aeroporto de Confins, em Minas Gerais, 12 vôos foram cancelados e quatro tinham atrasos. Em Recife, 21 pousos e decolagens estavam atrasados até às 9h30.PaneNa terça-feira, uma pane nos equipamentos de rádio que fazem a comunicação entre o Cindacta-1, de Brasília, e os aviões monitorados por esse setor provocou o maior apagão no tráfego aéreo do País, obrigando a suspensão de todos os vôos controlados por Brasília por mais de seis horas, afetando principalmente São Paulo e Minas Gerais.Depois das 19h30, todos os vôos de Brasília, São Paulo e Minas foram cancelados. Também houve atrasos no Rio e em Mato Grosso do Sul. No total, centenas de vôos sofreram atrasos. Boletim da Anac, de terça-feira, apontou que 350 dos 1.241 vôos programados tiveram atraso de mais de uma hora (28,2% do total).?Nunca houve um dia como este na aviação civil brasileira?, disse o presidente da Anac, Milton Zuanazzi. De acordo com o comandante do Cindacta-1, coronel Carlos Aquino, ocorreram duas panes no sistema ao longo do dia.A primeira, parcial, entre 9 horas e 10 horas, quando apenas 13 das 20 freqüências de rádio que fazem as comunicações estavam funcionando. A segunda pane foi à tarde, entre 13 horas e 16 horas, quando, depois de três horas totalmente paralisadas, as operações foram retomadas.

Agencia Estado,

06 de dezembro de 2006 | 11h11

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