Atraso na ponte estaiada custa R$ 2,2 mi

Serviço foi contestado na gestão Serra e ficou paralisado por 90 dias

O Estadao de S.Paulo

25 Setembro 2007 | 00h00

O clima acirrado de campanha e as suspeitas sobre contratos assinados pela gestão Marta Suplicy (PT) para a conclusão das obras da ponte estaiada sobre o Rio Pinheiros, que vai ligar a Avenida Roberto Marinho à faixa oposta da Marginal do Pinheiros, levaram a Prefeitura a ter de pagar uma indenização de R$ 2,2 milhões à empreiteira OAS, responsável pela obra. No começo do mandato de José Serra, o então secretário de Infra-Estrutura Urbana e Obras, Antônio Arnaldo, considerou que o tipo de construção adotado para a ponte poderia torná-la uma obra mais cara e insegura e pediu uma avaliação técnica, antes de retomar a construção. Serra chegou a dizer que preferia mudar o projeto totalmente, mas desistiu da idéia porque seria obrigado a pagar uma indenização à empreiteira OAS, que venceu a concorrência pública. Com a interrupção das construções, no entanto, a OAS precisou desmobilizar a equipe do canteiro de serviço por cerca de 90 dias, a partir de fevereiro de 2005, antes de reiniciar os trabalhos. Posteriormente, a empresa entrou com um pedido de indenização na Emurb, alegando que os custos dessa paralisação foram de quase R$ 4 milhões. A Emurb fez um parecer jurídico e avaliou que o valor de indenização a ser pago à OAS era de R$ 2,2 milhões. O pagamento será feito por meio da emissão de Certificados de Potencial Adicional Construtivo (Cepacs), títulos da Prefeitura obtidos na Operação Urbana Água Espraiada. Na avaliação do atual secretário de Infra-Estrutura Urbana e presidente da Emurb, Marcelo Branco, a suspensão das obras não foi ''''dinheiro jogado fora''''. ''''Foram feitos diversos testes para assegurar a segurança. Depois dos exames, o projeto foi readaptado. Era uma medida necessária.'''' Ele ainda diz que houve uma negociação com a empreiteira OAS para que se conseguisse um desconto no valor pago pela obra, de R$ 2,3 milhões. ESTAIADA A construção da ponte estaiada inclui dois tabuleiros (estruturas das pistas) de 900 metros cada, onde estão sendo usados 5,5 mil metros cúbicos de concreto e 144 estais (cabos que suspendem a ponte), que utilizam 380 quilômetros de cabos de aço - num investimento de R$ 233 milhões. A altura da obra chegará a 138 metros quando for inaugurada, provavelmente em março de 2008.

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