Atrasos atingem 18,4% dos vôos nos aeroportos do País

Os atrasos de vôos nesta quinta-feira, 16, nos aeroportos de São Paulo, Rio, Brasília e Porto Alegre continuam menores em relação ao início da semana, segundo a Infraero, que administra 68 aeroportos no País. No último balanço divulgado pela empresa, até às 12 horas, de 751 vôos, 138 atrasaram. O número de atrasos, que corresponde a 18,4% do total de vôos, é bastante inferior em relação aos últimos dias desta semana, quanto a média até este horário chegou a 30% na segunda-feira.No Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, foram registrados apenas sete atrasos durante toda a manhã. Já no Aeroporto Internacional Cumbica, em Guarulhos, 24 vôos partiram fora do horário e seis foram cancelados.No Rio, o Aeroporto Internacional do Galeão registrou oito atrasos e 25 cancelamentos. Em Brasília, no aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck, apenas três vôos partiram atrasados até às 12 horas. No Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, foram registrados quatro atrasos durante a manhã.No final da tarde de quarta-feira, o comando da Aeronáutica, suspendeu o aquartelamento de aproximadamente 150 controladores de vôos em Brasília. A medida de emergência visava amenizar a situação de caos nos aeroportos, o que não ocorreu. Na quarta-feira, cerca de 318 vôos no País registraram atrasos até às 22 horas, provocando filas nos aeroportos das principais capitais brasileiras.Os atrasos, que haviam começado, em 27 de outubro, voltaram a ocorrer no sábado, 11, por causa da ausência de dois controladores que faltaram ao trabalho por motivos pessoais. O problema da falta de controladores de tráfego aéreo suficientes em Brasília se agravou depois do acidente com o avião da Gol, em 29 de setembro, no qual 154 pessoas morreram e cerca de 20 profissionais foram afastados para tratamento psicológico, medida adotada após acidentes.Os controladores já haviam ficado aquartelados durante o feriado prolongado de Finados em 2 de novembro por causa da operação-padrão que consistiu na diminuição de 20 para 14 aeronaves controladas por cada operador, ocasionando o aumento do intervalo entre as decolagens.

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