Atrasos aumentam no Aeroporto Internacional de São Paulo

Levantamento feito nos principais aeroportos do Brasil na manhã desta quinta-feira mostra que ainda há muito atraso nos horários de embarques. Muita gente ainda nos saguões, esperando a hora do embarque, com atrasos que variam de uma a 4 horas. Às 9 horas, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, 14 vôos entre pousos e decolagens estavam atrasados. As filas eram imensas, com alguns passageiros que tentavam embarcar há três dias.Na zona sul da cidade, no Aeroporto de Congonhas, os passageiros enfrentavam a falta de informações sobre partidas canceladas. Algumas partidas desapareciam do painel, fazendo com que alguns passageiros perdessem o horário de embarque. Enquanto as salas de embarque estavam lotadas, o saguão estava com movimento normal. O aeroporto funcionou durante a madrugada, porém a situação ainda não se normalizou.No Aeroporto de Vitória, no Espírito Santo, as filas eram longas, causando irritação entre os passageiros. O incômodo era ainda maior por conta de uma pane no sistema de ar condicionado, fazendo com que as pessoas enfrentassem o forte calor no Estado, segundo informações da TV Record.Até às 8 horas, o Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, no Rio de Janeiro, registrava 11 atrasos, entre partidas e chegadas, e outros nove vôos cancelados, dois deles internacionais - um para Bogotá, na Colômbia, e outro para Lima, no Peru.Em Brasília, no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, não foi registrado tumulto, como nos últimos dias. Até às 8 horas, só foram registrados dois vôos fora do horário programado.NormalizaçãoO presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, previu na quarta-feira que a situação nos aeroportos iria se normalizar até esta quinta-feira, com o número de atrasos voltando ao nível de 11% registrado na segunda-feira, 4. Na quarta-feira, um dia após o maior caos da história nos aeroportos brasileiros, Zuanazzi condenou a disseminação de temores em relação à segurança dos vôos no País."A quem pode estar interessando fazer esse clima de terror? Não há base lógica para isso porque tudo está sendo feito em nome da segurança", afirmou, ao participar da abertura do Congresso da Associação Brasileira de Empresas de Transporte Aéreo Regional (Abetar). "Os brasileiros não precisam ter medo de voar."A crítica ao "terrorismo" foi dirigida às denúncias feitas anonimamente por controladores de vôo de que há no espaço aéreo brasileiro "pontos cegos" em que os aviões somem das telas dos operadores em pleno vôo. O presidente da agência não negou a existência dos pontos, mas considerou "absurdas" as sugestões de que por causa disso a segurança dos passageiros está comprometida.

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