Atrasos continuam; Rio de Janeiro tem a pior situação

Depois de um dia de caos nos aeroportos do País, a quinta-feira amanheceu mais calma nos terminais brasileiros. Porém, alguns atrasos ainda podiam ser percebidos. A pior situação podia ser observada no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, onde foram registrados 11 atrasos, entre partidas e chegadas, e outros nove vôos cancelados, dois deles internacionais - um para Bogotá, na Colômbia, e outro para Lima, no Peru.No Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, as companhias aéreas afirmavam que não havia atrasos e alguns passageiros chegaram a perder o horário de embarque na manhã desta quinta-feira por falta de informações nos painéis.Segundo informações do site da Infraero, dois pousos da TAM vindos de Maringá, no Paraná, e Belém estavam atrasados, porém a ponte aérea para o Rio de Janeiro operava normalmente. Três vôos vindos do nordeste sofreram atraso de cerca de uma hora e meia - um de Salvador, um de João Pessoa e outro de Fortaleza. As pistas estavam livres para pousos e decolagens até às 8 horas.O Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, não havia atrasos nas partidas, mas um vôo de quarta-feira vindo de Salvador ainda não tinha aterrissado. Entre às 20h55 de quarta-feira e às 3 horas desta quinta, quatro decolagens da TAM para Salvador, São Luís, Maceió e Cuiabá tinham sido canceladas.Até as 5h desta quinta-feira, foram registrados atrasos em quatro vôos - um da Pluna, com destino a Montevidéu, no Uruguai e três da TAM, para as capitais Campo Grande (MS), Recife (PE) e Porto Alegre (RS). Os painéis da Infraero comunicavam às pessoas que esperavam pela chegada de parentes ou amigos que dois vôos vindos de Brasília - um da TAM e um da American Airlines - haviam sido cancelados por volta das 21h30 de quarta-feira. Em relação aos pousos, havia seis vôos atrasados, sendo quatro da TAM e dois da Gol.Em Brasília, no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, não foi registrado tumulto, como nos últimos dias. Até às 8 horas, só foram registrados dois vôos fora do horário programado.NormalizaçãoO presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, previu na quarta-feira que a situação nos aeroportos iria se normalizar até esta quinta-feira, com o número de atrasos voltando ao nível de 11% registrado na segunda-feira, 4. Na quarta-feira, um dia após o maior caos da história nos aeroportos brasileiros, Zuanazzi condenou a disseminação de temores em relação à segurança dos vôos no País."A quem pode estar interessando fazer esse clima de terror? Não há base lógica para isso porque tudo está sendo feito em nome da segurança", afirmou, ao participar da abertura do Congresso da Associação Brasileira de Empresas de Transporte Aéreo Regional (Abetar). "Os brasileiros não precisam ter medo de voar."A crítica ao "terrorismo" foi dirigida às denúncias feitas anonimamente por controladores de vôo de que há no espaço aéreo brasileiro "pontos cegos" em que os aviões somem das telas dos operadores em pleno vôo. O presidente da agência não negou a existência dos pontos, mas considerou "absurdas" as sugestões de que por causa disso a segurança dos passageiros está comprometida.Esta matéria foi atualizada às 08h23.

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