Atrasos diminuem nos aeroportos e situação é calma

Os aeroportos de São Paulo têm situação calma na manhã desta sexta-feira, depois de uma quinta-feira caótica, quando 600 vôos atrasaram até 12 horas em todo o País e policiais militares foram deslocados aos terminais para manter a calma de funcionários e passageiros das companhias aéreas.E os atrasos, que já ocorrem há oito dias, devem continuar durante todo o feriado prolongado. O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, declarou na quinta-feira que a situação só deve de normalizar no início da próxima semana. No Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, a situação é normal e os balcões da TAM e da Gol apresentavam filas normais no início da manhã desta sexta-feira. Um vôo da Gol, que partiria às 5 horas para Porto Alegre está atrasado, segundo o painel de informações do terminal.Segundo a Infraero, um vôo vindo de Madrid pela companhia Iberia, com chegada prevista para às 9h15 estava atrasado. Os quatro vôos atrasados na manhã desta sexta-feira, no aeroporto, são nacionais.No Aeroporto de Congonhas, havia poucas filas na área de check-in da Gol e da TAM, as companhias que têm o maior movimento. De acordo com a Rádio Eldorado AM, cinco vôos, entre partidas e chegadas, tinham sido cancelados até as 9h10 desta sexta. Pelo menos seis estavam atrasados e a espera não passava de uma hora. O maior atraso em Congonhas nesta sexta ocorreu no vôo 3695 da TAM, vindo de Recife. O avião deveria ter aterrissado às 6 horas, mas só pousou às 8h55. Rio de JaneiroDepois de uma quinta-feira de muito tumulto, o Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio, amanheceu tranqüilo nesta sexta. Funcionários da Gol, companhia aérea que sofreu o maior número de protestos na quinta-feira, informaram que os atrasos desta sexta são mínimos e que não houve vôos cancelados.Apesar disso, um avião da companhia que deveria ter decolado rumo a Porto Alegre às 3h30, não tinha levantado vôo até às 7h. No Aeroporto Santos Dumont, as partidas e chegadas estavam normais, mas tinham de ser monitoradas por instrumentos em razão do mau tempo.BrasíliaNo Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, a situação também aparentemente melhorou. O movimento caiu bastante durante a madrugada desta sexta-feira e, nesta manhã, não havia filas nem tumultos no saguão. Apesar disso, quatro decolagens foram canceladas e havia dois vôos atrasados. Em relação às chegadas, duas foram canceladas e uma estava atrasada. As companhias aéreas informaram, no entanto, que esses cancelamentosnão tem relação com o problemas no tráfego aéreo. Segundo as empresas, são cancelamentos de vôo normais depois de um feriado devido à queda na procura por passagens.Mesmo com essa aparente tranqüilidade no saguão, os passageiros ainda reclamavam. Segundo esses passageiros, muitas pessoas que deveriam ter viajado na noite de quinta-feira ainda não conseguiram porque os vôos foram cancelados. Eles acabaram sendo remanejados para viajar na manhã desta sexta, mas ainda não haviam embarcado.Recife e SalvadorNo Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães, em Salvador, a manhã desta sexta também é tranqüila. De acordo com a Infraero, não há problemas desde a noite de quinta-feira e todos os vôos previstos decolaram, mesmo que com algum atraso. A previsão é de que nesta sexta não ocorram os problemas registrados na quinta, quando diversos passageiros deixaram de embarcar por causa do atraso ou cancelamento dos vôos. Houve vários protestos e reclamações no Aeroporto de Salvador. A mesma situação ocorria no Aeroporto Internacional dos Guararapes, em Recife. A Infraero informou que nenhum vôo foi cancelado e que os atrasos diminuíram bastante. Até o início da manhã desta sexta, apenas dois vôos que vieram de Natal, no Rio Grande do Norte, e de Campina Grande, na Paraíba, atrasaram em 30 minutos. Força-tarefaA solução imediata adotada pela Aeronáutica para tentar conter o caos foi a convocação dos 149 controladores de vôo de Brasília para uma força-tarefa que trabalhará durante todo o feriado prolongado. Os controladores não poderão deixar seus postos de trabalho e devem cumprir a ordem sob pena de sofrerem processo militar.O ex-presidente da Associação de Controladores de Vôos Ulisses Fontenele afirmou que a medida adotada pelo Comando da Aeronáutica não vai resolver os problemas dos atrasos em quase todos os aeroportos. "Concordo que temos de encontrar uma solução. Mas esta não é a melhor", disse.Reclusos no Cindacta, os controladores, de acordo com Fontenele, são obrigados a trabalhar sob um alto nível de stress. "O stress é tão alto que tem até gente chorando por não suportar a pressão", afirmou.O presidente da Infraero negou que haja tensão entre a Infraero e a Aeronáutica e procurou tranqüilizar a população com relação à segurança dos vôos. "A população pode ficar tranqüila. Nenhum avião decola ou aterrissa se não tiver segurança."Matéria ampliada às 9h35

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