Atrasos e revolta nos aeroportos de Recife e Fortaleza

Depois de viver algumas horas de relativa tranqüilidade, na manhã deste sábado, os aeroportos das capitais do Ceará e Pernambuco voltaram a registrar atrasos e cancelamentos de vôos no período da tarde. No Aeroporto Internacional dos Guararapes, em Recife, até às 18 horas, 22, dos 40 pousos previstos para a cidade sofreram atrasos. Houve atraso também em 26, das 45 partidas realizadas no mesmo período. De acordo com informações da Infraero, o maior atraso registrado em Recife foi o do vôo 3600 da TAM que vinha de Brasília e tinha chegada prevista para as 13h15, mas só pousou às 17h. Esse mesmo vôo sairia da capital pernambucana com retorno à Brasília às 13h45, mas sua partida acabou adiada para a madrugada.Já no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, houve atrasos em 14 partidas e 12 chegadas, além do cancelamento de dois vôos, um vindo de São Paulo e outro do Rio de Janeiro. "Recife, Fortaleza e Salvador são aeroportos de trânsito. A gente termina pegando reflexo do que acontece nos outros aeroportos do País", explicou o coronel Oswaldo Fernandes, gerente da Anac no Nordeste, durante entrevista em uma rádio de Recife. Crise nervosaEntre os passageiros, o clima era de apreensão e revolta. Irritados com as longas filas, os atrasos consecutivos e a falta de informação muitos acabavam se descontrolando. Foi o caso da professora Edna Fagundes, 34. Aguardando há mais de seis horas para embarcar em um vôo para Brasília, pela TAM, Edna teve uma crise nervosa e acabou sendo atendida no departamento médico do Aeroporto Internacional dos Guararapes. "Estou exausta. Deixei Natal com meu filho pequeno há dois dias. Inicialmente iria apenas fazer uma conexão em Recife e depois seguiria para Brasília. Mas quando cheguei aqui, na madrugada da quinta-feira, me disseram que nosso vôo de conexão havia sido cancelado. Passei mais de oito horas sentada em uma cadeira com meu filho no colo até que a companhia me colocou em um hotel próximo ao aeroporto. Nem dormir eu conseguia, esperando ser chamada para embarcar a qualquer hora. Me garantiram que a gente iria embarcar às 10 horas. São 17 horas e continuamos aqui. Não agüento mais essa tortura. Isso é desumano", desabafou, enquanto era medicada para hipertensão.

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