Atropelador da Praia Grande irá a júri popular

O promotor Walfredo Cunha Campos denunciou o motorista Edson de Freitas Júnior, de 31 anos, por seis crimes, sendo dois deles por dolo eventual, o que remeterá a decisão ao júri popular. Edson atropelou, no último dia 18, seis pessoas - matando três delas - ao invadir a Pista Sul, que estava em obras e interditada. "Ele agiu com extrema imprudência ao entrar na via interditada às 22h40, com os faróis apagados e em alta velocidade", considerou Campos em sua denúncia. Se for condenado, Edson poderá pegar entre 20 e 53 anos de prisão.Segundo o promotor, o motorista cometeu quatro crimes no primeiro atropelamento, mas não teve a intenção de atropelar e matar as vítimas. Por isso, foi denunciado pelos crimes culposos (sem intenção) nas mortes dos irmãos Leandro e Carolina Ramirez Soares, de 3 e 9 anos respectivamente, e de lesão corporal nos atropelamentos de William dos Santos Rodrigues, 8 anos, e de Lucas Gabriel Dantas de Souza, 3 anos."O acusado fugiu do local, continuando a trafegar em velocidade e com os faróis apagados pela mesma pista, mesmo depois de ter percebido que o local era utilizado para o lazer", comentou o promotor. Segundo ele, as testemunhas disseram que não houve qualquer ameaça a Edson no primeiro atropelamento."Ao fugir em alta velocidade, com os faróis apagados e sabendo que havia muitas pessoas no local, ele foi extremamente imprudente e assumiu o risco pelo novo atropelamento". Desta vez, no entendimento de Campos, houve dolo eventual porque, embora não tivesse a intenção de atropelar ou matar, Edson assumiu o risco.Na fuga, ele atropelou Ana Paula Carvalho Santos, 25 anos, que morreu no local, e Jhonny Carlos Pimentel, 16 anos, que ficou ferido. Por esses dois crimes, Edson de Freitas Júnior foi denunciado por homicídio e lesão corporal com dolo eventual qualificado. Caso o juiz João Sales, da 2ª Vara Criminal, concorde com essa tese, o atropelador será submetido a júri popular.

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