Silvia Izquierdo/AP
Silvia Izquierdo/AP

Atropelador responderá por homicídio culposo, diz delegado

Antonio de Almeida Anaquim teria sofrido um evento epilético quando atropelou 17 pessoas na noite da quinta-feira, 18, em Copacabana

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

19 Janeiro 2018 | 13h30

RIO - O delegado Gabriel Ferrando, da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), diz que a principal linha investigativa sobre acidente em Copacabana na noite da quinta-feira, 18, é que o motorista Antonio de Almeida Anaquim, 41, tenha sofrido tido um evento epilético. De acordo com o delegado, o motorista contou em depoimento que teria tido uma espécie de disritimia, decorrente desse episódio epilético. Por isso, Anaquim deverá ser enquadrado em homicídio culposo (sem intenção).

"Disritimia, ao contrário da convulsão que o indivíduo cai e fica se debatendo, causaria um apagão. Ele disse que já teve esse episódio há uns três, quatro anos. Ele disse que teve esse apagão no momento que estava conduzindo o veículo, o que ocasionou a manobra brusca", disse.

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O delegado também afirmou que o motorista foi encaminhado imediatamente ao IML, onde (durante a madrugada) foi descartada a possibilidade de Anaquim ter ingerido bebida alcóolica. Também foram incluídos  pedidos de exames de urina.

Ferrando disse ainda que, pela manhã, houve uma oitiva "importantíssima" de uma mulher que estava com Anaquim no veículo. "Ela não seria uma pessoa muito próxima a ele e confirmou o ataque. Estamos agora recolhendo imagens e ouvindo testemunhas aguardando laudos periciais e trocando informações com o Detran", disse.

Mais cedo, o Detran informou que o motorista estava com a carteira de habilitação suspensa. No entanto, Anaquim afirmou ao delegado que não recebeu nenhuma notificação do órgão sobre a suspensão, Segundo o delegado, o fato agrava a situação do condutor. O  policial explicou também que o Código de Trânsito Brasileiro diz que não configura situação pra prisão em flagrante quando  o motorista não foge do local do acidente.

"Estamos apurando na linha de um homicídio culposo. Mas vamos analisar a vida pretérita dele, se ele tinha consciência desse problema e se colocou em uma situação de imprudência", afirmou.

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