Audiência do PCC provoca tensão em Jundiaí

Marcola e outros 11 detentos depõe hoje em fórum; polícia quer pôr atiradores em pontos estratégicos

O Estadao de S.Paulo

19 de outubro de 2007 | 00h00

A ida de líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) para depor hoje em Jundiaí está provocando apreensão na cidade, localizada a 60 quilômetros da capital. Ao todo, dez presos, entre eles integrantes da cúpula da facção, como Marcos Camacho, o Marcola, e Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, serão ouvidos em audiência na Vara do Júri. A Polícia Civil quer até pôr atiradores de elite em pontos estratégicos da cidade.A Escola Estadual Conde do Parnaíba, localizada na rua do fórum, não terá aula, segundo informou a Secretaria de Estado da Educação. O fórum terá expediente restrito e a entrada de funcionários só será permitida com a liberação de policiais responsáveis pela segurança do local da audiência.A Polícia Militar de Jundiaí vai concentrar seu efetivo na região central da cidade para garantir a segurança da população. O número de policiais que será colocado nas ruas do centro não foi divulgado, de acordo com a PM, por questões estratégicas. ''''Não podemos divulgar o número de homens nem a localização deles, mas será policiamento suficiente e discreto para alterar o mínimo possível o cotidiano da população'''', informou o relações-públicas do 11º Batalhão de PM do Interior, tenente Jacintho del Vecchio Junior.De acordo com o juiz Jefferson Barbin Torelli, da Vara do Júri, Marcola e Carambola vão prestar depoimento em processo no qual são acusados pelo Ministério Público como mandantes do assassinato de um policial militar de Jundiaí. A morte ocorreu no ano passado, durante os ataques promovidos pelo PCC em todo o Estado. Ambos negam as acusações e alegam que estavam incomunicáveis no dia do atentado. Outros dez presos serão ouvidos, além de dois acusados que permanecem em liberdade.SECRETARIAA Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que só cumpre decisão judicial. Mas não confirmou se os 12 presos serão removidos de presídios das Regiões Oeste e Noroeste para Jundiaí. Marcola e Carambola estão recolhidos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. Os outros dez detentos estão distribuídos nas Penitenciária 2 de Venceslau, Penitenciária de Valparaíso e Penitenciária 1 de Avaré.

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