FABIO MOTTA/ESTADÃO
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Audiência no TRT deve definir rumo da greve dos garis no Rio

Justiça deverá decidir o aumento salarial da categoria, que pede 47,7%; prefeitura propõe 7%

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

17 Março 2015 | 18h51

RIO - Audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) deve definir nesta quarta-feira, 18, os rumos da greve dos garis, iniciada na sexta-feira, 6. Com a presença de grevistas e representantes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), a Justiça deverá definir o aumento salarial da categoria. A expectativa do Sindicato dos Empregados das Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro é que a greve termine após a decisão judicial. 

A greve foi considerada ilegal pelo TRT na sexta-feira. A Justiça determinou a imediata suspensão do movimento e o retorno ao serviço, sob pena de multa diária de R$ 100 mil. Também estabelece a presença de força policial nas garagens, para que os garis possam sair para o trabalho sem ser impedidos pelos piquetes. A categoria reivindica 47,7% de aumento salarial. A prefeitura propôs 7%. No centro e em bairros das zonas norte e sul há lixo acumulado.


Cerca de cem garis, segundo a Polícia Militar (PM), participaram nesta quarta de manifestação no centro. Eles se reuniram na Candelária e seguiram para a sede da prefeitura, na Cidade Nova. Pacífico, o ato foi acompanhado por 30 policiais. Depois os garis foram para a Câmara Municipal, na Cinelândia.

De acordo com Bruno Coelho, do grupo de negociação da campanha salarial, adolescentes e usuários de drogas estão sendo empregados em serviços de limpeza urbana no lugar dos grevistas, sem contrato de trabalho. O trabalho irregular, disse, aconteceu na gerência do Méier, zona norte. “Havia seis crianças trabalhando. Chamamos a polícia e o Conselho Tutelar."

Inquérito. O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que a procuradora-chefe no Estado, Teresa Basteiro, foi procurada na segunda-feira por garis, que entregaram foto de adolescente perto de um caminhão da Comlurb. Os garis disseram que ele trabalhava quando a imagem foi feita. O MPT estuda se abrirá inquérito para investigar o caso. 

O Conselho Tutelar do Méier confirmou a visita à Comlurb, mas “nada foi constatado”. Em nota, a Comlurb informou que o plano de contingência da greve tem o apoio de agentes da Guarda Municipal, PM, secretarias de Conservação, Ordem Pública e Obras, “além de empresas terceirizadas de limpeza”. A companhia nega o emprego de adolescentes no lugar de grevistas.

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