Aumenta espera no Expresso Tiradentes

Prefeitura nega redução de frota; sindicato confirma intervalo maior

Marici Capitelli e Naiana Oscar, O Estadao de S.Paulo

14 Outubro 2008 | 00h00

Os passageiros do Expresso Tiradentes, antigo fura-fila, foram surpreendidos ontem por filas, ônibus lotados e uma espera quase duas vezes maior do que o normal no horário de entrepico, das 9 às 15 horas. Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo, desde sábado o intervalo dos ônibus passou de três para cinco minutos no período. A nova programação teria sido motivada por estudos técnicos de oferta e demanda. A reportagem acompanhou a partida de pelo menos dez ônibus pela manhã e no início da tarde de ontem nos Terminais Mercado e Sacomã. Todos saíram com intervalos de seis a sete minutos. A duas semanas do segundo turno das eleições, a Prefeitura negou alterações. Em nota, a SPtrans informou que o intervalo no horário de pico é de dois minutos; fora dele, de até três. A Prefeitura informou também que ontem os ônibus "circularam normalmente", respeitando o mesmo intervalo. A SPtrans se restringiu a dizer que "no sábado, excepcionalmente, houve um problema de quebra de veículo, provocando aumento de três para sete minutos no intervalo". O problema teria ocorrido durante 20 minutos. Pela manhã, ontem, no Terminal Sacomã, havia passageiros revoltados e funcionários tentando acalmar os ânimos. Por volta das 10 horas, imensas filas se formavam na plataforma de embarque. Normalmente, dois ou três ônibus ficam estacionados e esperam apenas a entrada das pessoas para iniciar a viagem. Ontem, havia apenas um coletivo estacionado e todos saíram superlotados. A espera na fila chegou a 25 minutos. A quem questionava a mudança, funcionários do terminal e da empresa Viasul explicavam que a frota de veículos em circulação naquele horário passou de 21 para 7. A redução não foi confirmada pelo sindicato das empresas. No início da tarde, os veículos continuaram saindo lotados, mas já havia menos tumulto. "Optei por esse horário porque é tranqüilo. Pelo visto, deixou de ser e ninguém nos avisou", disse a artesã Alessandra dos Santos, de 33 anos.

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