Aumenta incidência de pernilongos em São Paulo

Apesar da queda da temperaturados últimos dias, a tendência segundo os meteorologistas é que,com a chegada da primavera, as altas temperaturas voltem a sedestacar em São Paulo.Isso deve trazer de volta um problematípico de verão que, este ano, também surgiu nos meses de julhoe agosto, com um inverno atípico de temperaturas elevadas,aliadas a falta de chuvas e águas poluídas estagnadas.Nesse período, houve um aumento das infestações depernilongos, o Culex, nos bairros das zonas oeste e sul. Aproliferação maior ocorreu nos últimos 15 dias de agosto,período em que os trabalhos de combate ao mosquito foramsuspensos para permitir que todos os funcionários do Centro deControle de Zoonoses (CCZ), da Secretaria Municipal de Saúde,atuassem na campanha de vacinação anti-rábica, que imunizou 933mil animais em 13 dias."A infestação de pernilongos durante o inverno é umatendência que estamos observando há três anos consecutivos",afirma a médica-veterinária Eunice Santos Martini Parodi, doCCZ. "Nos últimos anos, praticamente não tivemos inverno. Em2000, houve um aumento de 70% nas infestações e, no ano passado,de 50%", disse. "Antes, as equipes de combate ao pernilongopraticamente descansavam durante o inverno, mas agora é umtormento; temos de trabalhar todos os dias."As nuvens de pernilongos atacam com maior incidênciamoradores de Jaguaré, Butantã, Pinheiros, Morumbi, Santo Amaro ePedreira, bairros localizados às margens do Rio Pinheiros, omaior criadouro do Culex de São Paulo. A infestação também égrande no Parque Ecológico do Tietê e nos piscinões.Ao contrário do Aedes aegypti, transmissor dadengue, o Culex se reproduz em valas de esgoto, águas poluídas eparadas, favorecidos pelo tempo quente e seco. Enquanto a femêado Aedes deposita seus ovos nas bordas dos recipicientes, a doCulex põe direto sobre a água um conjunto de 100 a 400 ovos, nadenominada jangada. A eclosão dos ovos ocorre após um ou doisdias, dando origem às larvas.Nesse estágio, os técnicos do Centro de Zoonose realizamo combate, lançando larvicidas nas duas margens do Pinheiros,desde Jaguaré até Pedreira, em uma extensão de 32 quilômetros."O produto é jogado na água e no mato existente nas margens",explicou a médica-veterinária. Na fase adulta, o combate é feitocom o fumacê, uma caminhonete equipada com lançador de umamistura de óleo diesel e inseticida, que segue pelas ruas commaior incidência de pernilongos.

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