Aumento da água causa protesto em Sorocaba

Um reajuste de 18% a ser aplicado nas tarifas de água e esgoto a partir de 1º de maio causa reclamações, em Sorocaba, a 92 quilômetros de São Paulo. É o segundo aumento em menos de um ano. Em outubro, as contas de água já tinham sido reajustadas nesse mesmo percentual para custeio de um sistema de tratamento de esgotos, construído pelo Serviço Autônomo de Água e Esgotos (Saae).O aumento acumulado chega a 40%. No mesmo período, a inflação ficou em torno de 6%. O diretor do Saae, Pedro Dal Pian Flores, disse que a autarquia foi obrigada a fazer um realinhamento da tarifa em razão dos aumentos nos custos dos insumos usados para o tratamento de água e esgoto. Todos os itens, segundo ele, subiram acima da inflação. Flores garantiu que as contas de água em Sorocaba continuam menores do que as de cidades atendidas pela estatal Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A Câmara dos Vereadores quer apurar a real situação financeira da autarquia que, no governo passado, repassou recursos para equilibrar o caixa da prefeitura. Em fevereiro, o prefeito Vítor Lippi (PSDB) solicitou autorização para contrair empréstimo de R$ 67 milhões na Caixa Econômica Federal para permitir ao Saae investir na ampliação do sistema de abastecimento da cidade. O vereador Jessé Loures (PV) disse que a autarquia decretou o aumento sem dar publicidade e apresentar à Câmara a planilha de custos, como exige uma lei municipal em vigor desde março deste ano. Ele tem recebido reclamações de munícipes contra o peso excessivo da conta de água no orçamento doméstico. Se o reajuste não for revogado, Loures vai à Justiça para impedir que entre em vigor.

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