Aumento da tarifa de ônibus vai cobrir rombo de R$ 85 mil

A Prefeitura de São Paulo confirmou que o aumento das tarifas de ônibus servirá para cobrir o rombo na conta-sistema, que gere recursos do transporte municipal. O buraco provocado pelo subsídio pago aos operadores é de cerca de R$ 85 milhões desde março, data da integração do bilhete único com o Metrô, segundo José Roberto Generoso, chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Transportes. ?Alguém tem que pagar essa conta. E quem está pagando é a Prefeitura?, disse Generoso, em audiência pública na Câmara Municipal. Para o secretário de Transportes, Frederico Bussinger, o rombo de R$ 85 milhões não existe. Mas ele admitiu que a Prefeitura luta para evitar o déficit provocado pelo aumento no número de viagens com o bilhete único. Ele afirmou não saber o valor do déficit, que variaria muito durante o mês, nem quanto aumentou o número de viagens.?Fica no azul e fica no vermelho o ano todo. Procuramos diuturnamente equilibrar o déficit do número de viagens?, afirmou.Bussinger disse ainda que em janeiro de 2005 encontrou déficit de R$ 56 milhões, o que já teria sido equacionado. ?Tinha um débito direto com operadores de R$ 32 milhões. Mais R$ 24 milhões das gratuidades. Acertamos tudo. Com suor e lágrimas procuramos agora manter o equilíbrio.?O rombo leva à necessidade do reajuste das tarifas em no mínimo 15% (de R$ 2 para R$ 2,30). Outra possibilidade é aumentar para R$ 2,40 (20%). ?É uma decisão política e que cabe ao prefeito Kassab. Não há nenhuma discussão nesse sentido (sobre o aumento) na secretaria?, afirmou Generoso. Segundo a Comissão de Finanças da Câmara, Generoso divulgou que 3,5% da receita do sistema não tem como destino o pagamento de despesas da São Paulo Transportes (SPTrans), que administra o setor. ?O dinheiro fica para as empresas?, disse o vereador Paulo Frange (PTB). Bussinger negou.

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