Aumento de gasto na saúde foi ''decisão política'', diz Goldman

Governador também defende decisão de apressar obras de AMEs e hospitais, vitrines da campanha de Serra

Julia Duailibi, O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2010 | 00h00

O governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), afirmou ontem que o crescimento das despesas com saúde foi uma "decisão política" e que o governo resolveu apressar as obras de hospitais e Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs).

"Se a preocupação existe, ela deve ser até positiva", afirmou o governador, no Palácio dos Bandeirantes. "A área que mais expandiu no Estado de São Paulo, em termos de gastos, foi a área de saúde. Isso é uma decisão política que foi tomada desde o Serra, e tomada por mim também."

Reportagem do Estado publicada ontem apontou o crescimento com as despesas correntes na área da saúde (transferências para organizações sociais e compras de materiais, entre outros itens). Essa é uma das principais preocupações da equipe de transição do governador eleito Geraldo Alckmin, o tucano que deu aval para o atual governo enviar um projeto de lei à Assembleia com o propósito de definir uma outra fonte de financiamento para o setor e ajudar a custear o crescimento com as despesas. A proposta prevê a cobrança dos planos de saúde pela internação na rede pública de pessoas filiadas a esses planos.

"O que fizemos durante este ano foi que, no momento que tivemos uma expansão da arrecadação, destinamos a maior parte dessa expansão ao setor de saúde, ampliando as AMEs, apressando as AMEs, os hospitais que precisavam ser terminados e equipados", disse o governador.

A análise do estouro no orçamento da saúde aponta para a aplicação de recursos nas vitrines eleitorais do PSDB, exploradas durante a campanha presidencial pelo candidato do partido, o ex-governador José Serra. Tornou-se agora uma das principais causa na troca de fogo amigo entre tucanos paulistas.

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