Aumento de ônibus para R$ 1,40 foi inevitável, diz Marta

A prefeita Marta Suplicy afirmou ao final da manhã de hoje que o aumento da tarifa para R$ 1,40 foi inevitável, porque só desta forma as empresas poderiam começar a investir na melhoria da qualidade do transporte. A prefeita disse que se a tarifa subisse para R$ 1,25, como havia sido proposto pela prefeitura, muitas empresas do sistema quebrariam por não ter como investir na qualidade dos ônibus.Marta afirmou ainda a Prefeitura fez um acordo com os empresários para que, em contrapartida à nova tarifa, eles coloquem mil novos ônibus nas ruas da cidade até o fim do ano, sendo 10% para os deficientes. "Parte das empresas realmente não tem recursos". Ela reconheceu que a tarifa em São Paulo de R$ 1,40 é a mais cara entre as capitais brasileiras e justificou que isso ocorre porque os salários dos motoristas também são mais altos.Ela destacou ainda que a nova tarifa representa o fim do subsídio da prefeitura para as empresas de ônibus, o que considerou uma vitória. "Eles (os empresários) têm a faca e o queijo na mão. Se quiserem podem fazer greve e parar o sistema em São Paulo. Eu tinha que aumentar a tarifa. Acabar com o subsídio foi um gol."Segundo ela, os empresários estavam acostumados a trabalhar sem risco. "O sistema custa R$ 123 milhões por mês. Se passasse menos gente, a prefeitura tinha que completar", afirmou. Segundo ela, era inconcebível a prefeitura arcar todos os meses com até R$ 30 milhões.Sobre a questão das peruas clandestinas, a prefeita disse que elas continuarão sendo proibidas, mas reconhece que não vão deixar de circular. A prefeitura, ressaltou, não irá municipalizar o sistema de transporte, mas tentará melhorar a sua qualidade, acelerando a expansão do metrô - no qual a prefeitura tem participação - e ao mesmo tempo fazendo corredores de ônibus mais rápidos.As declarações da prefeita foram dadas esta manhã durante a visita à Administração Regional da Vila Prudente. A prefeita não quis comentar quais serão as medidas a serem adotadas pela prefeitura por conta do racionamento de energia, que começa hoje, alegando que o assunto será tratado durante a entrevista coletiva que dará à tarde.

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