Ausente, Serra vira alvo em debate da Gazeta

Com a ausência do mais bem colocado candidato nas pesquisas, o ex-prefeito José Serra (PSDB), o primeiro debate com os postulantes ao governo paulista foi marcado por críticas ao tucano, na noite desta quarta-feira, 10. No encontro, promovido pela TV Gazeta, o não comparecimento de Serra foi classificado por seus adversários como ?omissão?, ?desrespeito com os eleitores? e ?arrogância?.O primeiro a bater no ex-prefeito foi o candidato do PT ao governo de São Paulo, senador Aloizio Mercadante. Segundo colocado nas pesquisas, o petista disse estar ?indignado? com a ausência do tucano. ?Serra tinha a obrigação de estar aqui para defender os 12 anos de governo do PSDB e do PFL?, afirmou ele logo nos dois minutos iniciais de sua apresentação.Carlos Apolinário, do PDT, também reclamou. Disse estar ?decepcionado? com a atitude de Serra. ?Ele está achando que já ganhou e preferiu ficar no sofá vendo o debate.? O pedetista também explorou o fato de Serra ter renunciado ao cargo de prefeito de São Paulo, apenas 15 meses depois de ter tomado posse, para disputar o governo do Estado. O candidato do PMDB, Orestes Quércia, que aparece em terceiro nas pesquisas, também lamentou a ausência de Serra, mas preferiu focar ?nas falhas da segurança pública? no Estado na semana em que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) promoveu a terceira onda de ataques em São Paulo.O ataque mais duro, no entanto, veio do candidato do PV, Claudio de Mauro, que falou em ?omissão, desrespeito, arrogância e autoritarismo?, ao mencionar a ausência de Serra. No total, 7 dos 16 candidatos participaram do encontro ontem. Além de Mercadante, Quércia, Apolinário e Claudio de Mauro, também estiveram presentes Mário Luiz Guide (PSB), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) e Eder Xavier (PTC). Na primeira etapa do debate, cada um dos participantes respondeu a questões envolvendo diferentes temas. Os assuntos foram definidos por sorteio, mas alguns candidatos fugiram dos assuntos. Plínio de Arruda Sampaio, por exemplo, foi questionado sobre meio ambiente, mas preferiu bater duro no atual superávit primário. Segundo ele, nenhum governador poderá desenvolver qualquer projeto se o atual superávit primário - a meta é de 4,25% - for mantido. ?Não há recursos?, anotou. Mercadante, que foi abordado sobre saúde, procurou criticar o modelo do PSDB no setor no Estado. ANA PAULA SCINOCCA, SILVIA AMORIM, RICARDO BRANDT e BRUNO WINCKLER

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