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Automóvel pode ser tirado da garagem

75% dos passageiros têm carro

Mônica Cardoso, O Estadao de S.Paulo

30 de junho de 2009 | 00h00

A restrição aos ônibus fretados anunciada ontem desagradou aos passageiros. Muitos já pensam em tirar o carro da garagem, como o bancário Altair Barbosa, de 27 anos. Ele mora em Guarulhos, na Grande São Paulo, e trabalha na região da Avenida Paulista. "Essa medida vai causar mais congestionamentos e poluição." De acordo com uma pesquisa realizada pela Transfretur, 87% dos passageiros de fretados pertencem às classes A e B e 75% têm automóvel. De carro ou de fretado, o tempo gasto no percurso entre a casa de Barbosa e o trabalho é o mesmo. Uma hora e meia só na ida. A despesa com o automóvel, no entanto, chega a R$ 400 mensais, mais que o dobro da mensalidade do fretado, de R$ 180. "O preço dos estacionamentos na região da Paulista é bem alto. Além disso, tem o combustível e a manutenção do automóvel." Se usasse o transporte público, Barbosa teria de pegar dois ônibus lotados e levaria mais de duas horas para chegar ao trabalho.O analista de sistemas Ricardo Gouveia Mendonça, de 34 anos, também deve voltar a utilizar automóvel para ir trabalhar. Ele mora em Osasco e há dois anos usa o fretado para chegar à região da Avenida Paulista, onde trabalha. Pelo coletivo, paga R$ 200 e leva cerca de uma hora no trajeto. Mesmo tempo que demoraria para percorrer o percurso de carro. O transporte público exigiria pelo menos duas horas. "É muito cheio e leva mais tempo. No fretado, venho lendo, conversando, dormindo. Acredito que a maioria dos passageiros prefere a comodidade e a pontualidade ao estresse de encarar o trânsito sozinho."Mas o motorista de fretado Hélio Pereira dos Santos, de 43 anos, já teme perder o emprego. "Muita gente vai deixar o serviço, causando desemprego."Se os passageiros dos fretados são contra a portaria, os moradores das ruas utilizadas como rotas ou estacionamentos para os veículos comemoram. "Eles param em qualquer lugar, de acordo com a conveniência do passageiro. Não importa se é Zona Azul ou garagem de condomínio", diz Célia Marcondes, presidente da Associação dos Amigos e Moradores do Bairro de Cerqueira César.

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