Autoridades defendem revisão do conceito de segurança pública

Secretário do Pronasci destaca diferenças de ponto de vista entre corporações de segurança e acadêmicos

Agência Brasil,

28 Agosto 2009 | 16h00

O secretário executivo do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), Ronaldo Teixeira, defendeu nesta sexta-feira, 28, a necessidade de ampliar o conceito de segurança para segurança política, econômica, jurídica e alimentar. "Tudo sempre associado à questão dos direitos humanos", ressaltou durante o painel de contextualização da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (1ª Conseg), em Brasília.

 

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"Há uma dicotomia histórica que tem de um lado corporações, principalmente de policiais, defendendo (que se resolva) o problema de segurança com mais ações repressivas e equipamentos e, de outro lado, o meio acadêmico e também policiais que defendem uma ação mais social visando a solucionar os problemas com emprego, educação e saúde", disse Teixeira.

 

Segundo ele, o Pronasci busca superar essa dicotomia. "Nós queremos substituir o 'ou' dessa dicotomia pelo 'e'. Isso nada mais é que estimular ações de segurança pública com caráter preventivo", explicou.

 

"O jovem é a principal vítima e o principal vitimizador da violência. E as estatísticas mostram o quão alto são o índice de dele, após cumprir penas. Isso torna urgente reforma do sistema prisional, inserindo, nesse ambiente, salas de aula, anfiteatros e espaço para esporte e lazer", argumentou o secretário. "Ainda que eles estejam sendo punidos, como devem ser, perante as nossas leis", completou.

 

Para a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, "a questão da segurança pública ou da construção de uma sociedade mais solidária não é uma questão de polícia, mas de política, envolvendo saneamento básico, educação e políticas culturais", disse a ministra, ao reproduzir parte de um dos diálogos colhidos para o estudo Mulheres: Diálogos sobre Segurança Pública.

 

O estudo ouviu 213 mulheres de diferentes ocupações, classes sociais, orientações sexuais e religiosas sobre o problema da violência, em sete cidades do país: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Belém e Canoas.

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