Autoridades lamentam a morte do ex-ministro Luiz Gushiken

O velório do ex-dirigente petista acontece no cemitério do Redentor, na zona oeste da capital paulista

ALINE BRONZATI , Agência Estado

14 Setembro 2013 | 15h10

O vice-presidente da República, Michel Temer, disse que o ex-ministro Luiz Gushiken, que faleceu nesta sexta-feira, 13, foi um "grande" líder sindical. "A participação dele no governo foi positiva", resumiu ele, ao sair do velório de Gushiken, neste sábado, 14.

O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), lamentou a morte do ex-ministro Luiz Gushiken e a "perda de um amigo". "O Brasil e todos nós perdemos um cidadão sensível, humano e comprometido com as causas sociais", disse. De acordo com Chinaglia, Gushiken foi bastante "testado" no movimento sindical e no próprio Partido dos Trabalhadores. "A partir do ano que Gushiken se afastou (por conta do câncer), foi uma grande perda da militância. Nós não o perdemos totalmente porque a troca de ideias foi sempre boa", disse ele.Gushiken foi, na opinião de Chinaglia, um dos grandes dirigentes do PT não só porque foi presidente do partido, mas por ter estado na base da fundação da sigla. "Ele teve uma trajetória bastante rica e teve papel de exemplo", afirmou.

O ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, também presente no velório, disse que Gushiken foi um homem excepcional e que jurou a vida na defesa das maiorias e das lutas em favor de uma melhor distribuição de renda. "A morte dele é uma pena. Gushiken vai fazer muita falta para o Brasil pela sua experiência e inteligência", afirmou Bastos.

O presidente da Câmara dos Vereadores de São Paulo, José Américo citou a "serenidade" com a qual ele enfrentou o câncer no estômago por 12 anos, "trabalhando sem parar". "Só quando não teve mais condição, ele foi abatido pela doença. Foi uma perda irreparável", disse ele, em conversa com jornalistas.Américo contou que Gushiken já estava muito debilitado fisicamente e, embora já soubesse que iria morrer, enfrentou isso com coragem. Sobre a absolvição dele da acusação do mensalão, Américo disse que o ex-ministro se sentiu bem. "A acusação (no processo do mensalão) foi infundada, gratuita e leviana. Não tinha absolutamente nenhuma prova contra ele", destacou o presidente da Câmara dos Vereadores.

Ele disse ainda que Gushiken foi um dos maiores quadros do Partido dos Trabalhadores e da esquerda latino-americana e que, antes de tudo, foi militante de uma "perspicácia e capacidade fora do comum". Segundo Américo, o ex-ministro teve influência muito grande na formação do PT e depois nas campanhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Ele foi talvez uma das pessoas mais próximas que existiu do presidente Lula", disse Américo. Ele informou que Lula está a caminho do velório. O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, acaba de chegar. Ele resumiu, em conversa com a imprensa, que o ex-ministro foi uma referência e uma pessoa do bem. Sobre o mensalão, declarou: "isso já foi julgado".

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