Divulgação/HSM
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Acusado de se passar por ginecologista para estuprar gestantes vira réu

Crimes teriam ocorrido dentro do Hospital Universitário de Santa Maria, no Rio Grande do Sul

Luciano Nagel, ESPECIAL PARA O ESTADO

27 de setembro de 2016 | 15h28

Um servidor público de 33 anos, que trabalhava como auxiliar em um laboratório de análises clínicas do Hospital Universitário de Santa Maria, na região central do Rio Grande do Sul, se tornou réu em um processo que apura abusos sexuais. Ele é acusado de se passar por um ginecologista para abusar sexualmente de ao menos seis pacientes gestantes. A Justiça aceitou denúncia do Ministério Público Federal (MPF).

De acordo com o MPF, os crimes teriam ocorrido dentro da instituição entre 17 e 19 de junho de 2015. Em fevereiro deste ano, o delegado da Polícia Federal Diogo Caneda indiciou o funcionário por violação sexual mediante fraude.

Ele teria se passado por um médico ginecologista e abusado de pelo menos seis mulheres grávidas. O acusado, que não teve o nome revelado pela Polícia Federal, foi detido no dia 21 de junho pela Brigada Militar dentro do Hospital Universitário de Santa Maria. 

Em depoimento à polícia, o suspeito alegou que era estudante e estava fazendo uma pesquisa de mestrado na área. No entanto, uma perícia feita no computador e na câmera fotográfica do servidor não apontou material que justificasse a pesquisa. Caso o servidor público seja condenado pela Justiça, poderá cumprir pena de dois a seis anos de reclusão. 

O homem está afastado de suas funções no Hospital Universitário de Santa Maria e impedido de ingressar na universidade. A instituição hospitalar abriu um processo administrativo disciplinar para apurar a conduta do servidor público, que poderá ser exonerado. 

 

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