Avaré embarga obras de presídio

Depois de conviver com a recente rebelião que resultou em quatro pesos mortos e mobilizou toda a cidade, o prefeito de Avaré, Wagner Bruno (PSB), decidiu embargar a construção do centro de detenção provisória, que já havia sido aprovada pelo seu antecessor. A terraplenagem da área, localizada na zona norte do município, já estava em andamento e foi suspensa na última sexta-feira, para reestudo. Avaré possui duas penitenciárias e a cadeia pública, localizada no centro da cidade. Mas, num raio de 30 quilômetros, também estão as penitenciárias de Itaí e de Iaras. Somados, os quatro estabelecimentos abrigam mais de 3 mil detentos. As últimas rebeliões demonstraram um outro problema: quando ocorrem, deixam todas as cidades sem policiamento, já que todo o efetivo é empregado para o controle dos presos rebelados. Por isso, além de renegociar o projeto do centro de detenção temporária, as autoridades locais deverão reivindicar a instalação, na cidade, de um batalhão ou companhia da Polícia Militar que possa manter a segurança, mesmo quando ocorrem problemas nas penitenciárias.

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