Aviação executiva rebate críticas sobre atraso em aeroportos

A Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), que representa empresas de aviação executiva, considerou "absurdas" as declarações do presidente da Infraero, Brigadeiro José Carlos Pereira, de que os atraso nos últimos dias nos aeroportos de Brasília e Congonhas foram conseqüência de um aumento "excepcional" no tráfego de pequenos jatos, seja a turismo ou por conta de compromissos de campanha. Segundo o brigadeiro, esses jatinhos estariam sobrecarregando os controladores de vôos desses aeroportos.Para o diretor executivo da Abag, Adalberto Febeliano, a culpa não é de "excesso de aviões executivos", mas do "estado precário do sistema de controle de tráfego aéreo do País". Segundo ele, a aviação geral representa 5,4% do movimento total de aviões do País. "A desculpa do brigadeiro é que está errada", diz ele.Na quinta-feira, 26, Pereira afirmou que o sistema de controle de tráfego está trabalhando com oito controladores a menos, pois estes foram afastados após o acidente da Gol - atendendo a normas internacionais de segurança. "Se uma carência de oito controladores deixa o sistema desse jeito é sinal que a situação é pior do que imaginávamos."

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