Avião com drogas é forçado a aterrissar pela Força Aérea

Um avião carregado com cerca de 260 quilos decocaína fez um pouso forçado a 180 quilômetros de Campo Grande (MS) depois de ter sido interceptado pela Força AéreaBrasileira. O piloto da FAB fez um disparo de advertência com balas traçantes, o que acabou assustando o traficante. Ocriminoso fugiu, levando uma maleta, depois de aterrissar numa área de pasto na localidade de Ribeirão Claro, área rural de Ribas do Rio Pardo.O comandante-geral do Ar, tenente-brigadeiro José Carlos Pereira, contou que o Cessna 182-P, prefixo PT-IFA, fazia um vôoirregular e foi detectado por volta das 17 horas de quinta-feira. O piloto da Força Aérea fez a abordagem de praxe ? tentou contato pelo rádio, mostrou cartaz pela janela. ?O outro piloto fechou as cortinas e passou a voar em baixíssima altitude, para fugir do radar. Mas estávamos com um avião radar R99, da Embraer, e pudemos acompanhá-lo. Então foi feito o disparo de avertência?, disse Pereira.O militar contou que foi dado ?um pequeno tiro de aviso? ? uma rajada de um quarto de segundo em que foram disparadas oitobalas, quatro delas traçantes. ?Foi uma medida intimidatória, mas o piloto deveria ser novato, começou a fugir de formaatabalhoada e pousou numa pista não-homologada, batendo a asa numa árvore?, disse Pereira. O traficante fugiu. O avião daForça Aérea continuou sobrevoando o local até a chegada da Polícia Federal.Agentes federais recolheram 257,8 quilos de cocaína do avião, que sofreu avarias. Durante todo o dia de ontem, policiais emecânicos da base aérea estiveram na área do acidente, local de difícil acesso, para tentar consertar a aeronave. Não foipossível. O Cessna começou a ser desmontado ontem mesmo e seria levado de caminhão até Campo Grande. De acordo com a assessoria de imprensa da PF, o avião está em situação legal junto ao Departamento de Aviação Civil. Foiinstaurado um inquérito e os investigadores estão tentando localizar o dono da aeronave.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.