Avião da Gol arremete com aproximação de caças da FAB

Gol e Aeronáutica confirmam a aproximação, mas dizem que as aeronaves não correram perigo

Carlos Alberto Fruet, Estadão

01 Outubro 2007 | 17h49

As imagens da arremetida do Boeing da Gol devido a aproximação de dois caças da Força Aérea Brasileira (FAB), na tarde de sábado, em Porto Alegre, assustaram o professor de Ciências Aeronáuticas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS), Ênio Dexheimer. "Dá a impressão que eles realmente passaram perto", afirma.   Dexheimer, que também é piloto aposentado da Varig, acrescenta que se a diferença de 500 metros era de altitude, é uma distância considerada normal: "Se a separação for lateral, considero muito pouco. Para se ter uma certeza é preciso saber se o piloto da Gol sabia da presença dos caças por perto e esses do Boeing. Mas ninguém da FAB vai informar isso".   As imagens da aeronave da Gol e dos dois caças T-27 Tucanos da FAB foram obtidas pelo fotógrafo Wagner Innocencio Cardoso, 50 anos. Ele estava no terraço da Usina do Gasômetro (a cinco quilômetros do Aeroporto Internacional Salgado Filho) para fotografar o pôr-do-sol do Guaíba, quando viu a aproximação dos três aviões e conseguiu as fotos. "Fazia uns testes com uma lente teleobjetiva que havia comprado, quando percebi que eles estavam próximos e os caças da FAB fizeram uma curva para a esquerda. No enquadramento com essa lente me pareceu que o Boeing e os dois Tucanos estavam a menos de 500 metros de distância".   Tanto a Gol quanto V Comando Aéreo Regional da Aeronáutica confirmaram. Conforme o V Comar, a decisão de arremeter foi do piloto da Gol e que os caças da FAB não representaram nenhum perigo ao espaço aéreo.

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