Avião da TAM é removido de sítio onde fez pouso forçado

O avião Fokker 100 da TAM que no dia 30 de agosto que pousou numa pastagem na zona rural de Birigui, a 535 quilômetros de São Paulo, matando uma vaca e ferindo quatro de seus 29 ocupantes, deixou hoje o sítio onde fez a aterrissagem forçada. O corpo do jato está sendo transportado sobre uma carreta de 32 metros de comprimento e deve demorar quatro dias para chegar aos hangares da companhia aérea em São Carlos. O motivo da demora é que a carreta não pode ultrapassar a velocidade de 30 quilômetros por hora, nem trafegar após as 18h. A logomarca TAM, que existia em quatro pontos do corpo do Fokker 100, foi coberta com tinta preta.Outras três carretas, que deixaram o sítio por volta de 10h30, estão transportando as asas e a cauda do avião. A carreta maior, levando o "charuto", como os técnicos chamam o corpo do Fokker 100, saiu às 11h35 e levou uma hora e dez minutos para percorrer a distância de 10 quilômetros entre o sítio e a rodovia Marechal Rondon (SP 300), por onde fará boa parte do trajeto até o destino. Por causa do tamanho da carreta, foi preciso quebrar barrancos e retirar uma placa de sinalização de uma estrada vicinal pela qual o veículo passou antes de alcançar a rodovia.O desmonte do Fokker 100 demorou 12 dias e exigiu a mão-de-obra de cerca de 30 homens da TAM e de prestadores de serviços contratados pela companhia aérea. Para içar as partes mais pesadas do avião e colocá-las sobre as carretas, foram necessários três guindantes de grande porte. Com o fim dos trabalhos, o bairro rural Taquari voltou à rotina de tranqüilidade. O agricultor Antenor Trabalon, 54 anos, primeira pessoa a chegar até o avião após o pouso forçado, disse que vai ficar com saudade da movimentação de pessoas no sítio. "Só não quero ver de novo um avião caindo", disse.

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