Avião monomotor cai e mata piloto em Alagoas

Acidente ocorreu no momento em que o piloto semeava sementes de feijão para um projeto social

Ricardo Rodrigues / MACEIÓ, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2010 | 14h24

A queda de um avião monomotor, que trabalhava para uma usina de açúcar e álcool de Alagoas, provocou a morte do piloto Antônio Bezerra Brandão, de 55 anos. O acidente ocorreu neste sábado, 29, pela manhã, no município de Feliz Deserto, no Litoral Sul do Estado e a 151 quilômetros de Maceió. De acordo com as primeiras informações, o avião teria caído ao se chocar uma torre de energia, no momento em que o piloto sobrevoava uma área agrícola a do município.

 

Antônio Bezerra chegou a ser socorrido e encaminhado para um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos. As informações sobre o acidente foram confirmadas pela assessoria de imprensa da Usina Coruripe, para quem o piloto prestava serviço. O acidente foi confirmado também pela Delegacia de Polícia de Coruripe, município vizinho a Feliz Deserto. Foi para o hospital de Coruripe que o piloto foi levado, mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo.

 

Até o final da manhã, o corpo do piloto não tinha chegado ao Instituto Médico Legal de Maceió (IML), onde era aguardado, para ser examinado e liberado para o sepultamento. De acordo com informações do IML, a solicitação para a remoção do corpo já havia sido feita. Tudo indica que o piloto voasse sozinho, porque não há registro de outra vítima fatal ou de ferido.

 

O acidente será investigado pelo Departamento de Aviação Civil e pela equipe da Polícia Civil da delegacia de Coruripe, cujo delegado titular é Antônio Edson. Segundo a polícia, ao se chocou com a torre de energia, o avião girou e cair de bico no solo.

 

O monomotor era utilizado na aplicação de agrotóxico nos canaviais da Usina Coruripe, mas o piloto trabalhava para a empresa Aviação Agrícola Alagoana, O corpo de Antônio Brandão apresentava hematomas e cortes no pescoço. Ele era piloto há 20 anos e pode ter sido sufocado pelo cinto de segurança do avião.

 

"Foi uma tragédia, uma fatalidade. O piloto prestava serviço há dois anos para a usina e tinha uma grande experiência, não sabemos ao certo ainda o que aconteceu", afirmou o assessor de imprensa da Usina Corirupe, André Murici, em entrevista à imprensa local.

 

Ainda de acordo com a assessoria da usina, o piloto participava de um programa da prefeitura de Feliz Deserto, chamado 'Barriga Cheia', que consiste no plantio do feijão por via aérea. "Antônio Brandão semeava as sementes na área no momento do acidente", informou André Murici.

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