Babá nega maus tratos contra bebê de 7 meses em depoimento em PE

Se condenada, ela pode pegar pena de 8 a 15 anos pelo crime de estupro de vulnerável (qualquer tipo de ato libidinoso contra menor) e até um ano por maus-tratos

Ângela Lacerda, de O Estado de S. Paulo

26 de abril de 2010 | 15h59

A babá Ângela Cristina de Souza, de 36 anos, suspeita de agredir e abusar sexualmente de uma criança prestou depoimento nesta segunda-feira, 26, por cerca de três horas, em Recife, em Pernambuco.

 

Os pais do bebê de sete meses desconfiaram da babá e instalaram uma câmera em casa. As imagens mostram o momento em que Ângela joga água no rosto do menino, atira a criança no sofá e manipula o órgão sexual dele.

 

A babá chegou à Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA) acompanhada por dois advogados e negou qualquer tipo de agressão ao bebê. Angela afirmou que tratava a criança da mesma forma como tratava o sobrinho dela.

 

Em depoimento, a suspeita disse ainda que não tinha a intenção de machucar a criança e que suas atitudes eram apenas brincadeiras. Com relação a manipular o órgão sexual do bebê, Ângela justificou seu comportamento e disse estar atendendo a uma recomendação do médico pediatra para passar uma pomada para evitar a cirurgia da fimose.

 

Segundo a delegada Mariana Vilasboas, não há indícios para pedir prisão preventiva da babá. Ângela compareceu para prestar depoimento, tem residência fixa e está colaborando com as investigações. Além disso, não houve flagrante. O vídeo foi feito na quinta-feira, 22, mas os pais só foram prestar queixa no sábado, 24.

 

Se Ângela for condenada, ela pode pegar pena de 8 a 15 anos pelo crime de estupro de vulnerável (qualquer tipo de ato libidinoso contra menor) e até um ano por maus-tratos. A polícia aguarda o laudo pericial feito na criança para comprovar se houve agressão.

 

Além da babá, os pais da criança já foram ouvidos pela polícia. Até está sexta-feira, 30, prestarão depoimentos os vizinhos, a cunhada da babá e o marido dela.

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