Xando Pereira/Agência A Tarde
Xando Pereira/Agência A Tarde

Bahia retoma buscas após naufrágio na Baía de Todos os Santos

Manhã começou com operações em embarcações, mergulho e ações da Marinha; no Pará, 21 morreram e quatro continuam desaparecidos

O Estado de S.Paulo

25 Agosto 2017 | 08h19

As buscas por desaparecidos no naufrágio da embarcação “Cavalo Marinho 1", na Bahia, foram retomadas na manhã desta sexta-feira, 25, pelo Corpo de Bombeiros, Marinha e embarcações menores. A força-tarefa não confirma quantos eram os embarcados e não se sabe  quantos ainda estão desaparecidos. Até o momento foram resgatadas 89 pessoas e estão confirmadas 18 vítimas. 

À reportagem, o capitão Luciano, coordenador das buscas, disse que a força-tarefa voltou à área do acidente com mergulhadores do Corpo de Bombeiros e Capitania dos Portos, operação da Marinha. Há buscas subaquáticas e em embarcações, para o caso de avistarem algum corpo.  Há uma equipe do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar de plantão. 

Das 18 vítimas confirmadas, 15 estão identificadas - duas crianças, dez mulheres e 3 homens. As duas crianças mortas são um bebê de seis meses, que não resistiu após tentativas de reanimação em uma ambulância, e um menino de dois anos, encontrado junto aos corpos da mãe e da avó. 

O barco virou por volta das 6h30 da manhã da quinta-feira, poucos minutos após iniciar o trajeto entre a Ilha de Itaparica e Salvador. Segundo testemunhas e sobreviventes, no momento do acidente chovia e ventava forte, e porque tentaram se abrigar do mau tempo, os próprios passageiros teriam feito a embarcação virar.  

De acordo com as agências de controle estadual, a embarcação corresondia às exigências legais para transporte de passageiros, e estava plenamente regualrizada e sem superlotação - havia disponibilidade para 160 passageiros. 

No Pará

O País registrou dois naufrágios em menos de 48 horas. O primeiro aconteceu no Estado do Pará, na noite de terça-feira, 22, enquanto a embarcação "Capitão Ribeiro" cruzava o rio Xingu para fazer a travessia entre as cidades de Porto de Moz e Senador José Porfírio. 

Segundo a Agência Estadual de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Arcon-PA), o barco não tinha autorização para fazer o transporte de passageiros  e estaria irregular. A perícia na embarcação poderá determinar se havia segurança para os passageiros.

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