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Baiano de 7 anos, Isaac já tem empresário e se muda para o Rio em nome da carreira

O youtuber mirim já foi assediado em shoppings, aeroportos e supermercados; mãe largou faculdade e emprego para 'seguir' o menino

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

12 Outubro 2016 | 03h00

Dono de um dos canais mirins mais famosos da plataforma, com quase três milhões de seguidores, o baiano Isaac Guedes tem 7 anos, um empresário e um assessor de imprensa. Após dois anos de carreira virtual, o menino se mudou para o Rio de Janeiro com a família há cerca de um mês, com o objetivo de amadurecer a carreira. Lá começou a ter aulas de teatro. Para 2017, o projeto do garoto é protagonizar uma peça teatral inspirada em um quadro que foi criado no seu canal. Mesmo tendo somente sete anos, Isaac já diz que seu sonho é ser ator, arquiteto e youtuber.

O primeiro vídeo do garoto foi publicado no Vine - plataforma de vídeos curtos - do tio, Ícaro Guedes, estudante de publicidade de 21 anos. Isaac, na época com 5 anos, fez mais sucesso do que o próprio tio. Após insistência de familiares e fãs, o menino migrou para o YouTube, onde despontou.

Hoje é assediado em shoppings, aeroportos, supermercados e até por motoristas da Uber. "Toda vez que vamos, temos de ficar meia hora em um lugar só tirando foto. Junta um monte de gente. A gente fica até assustado", diz o tio. Certa vez, Isaac foi reconhecido no consultório, por um médico pediatra que o conhecia da internet. Por já terem aparecido em vídeos do canal, familiares também sentem o reflexo da fama. "Deixamos de ir ao cinema. Quando queremos ver filme, eu e a minha irmã (Iasmin, mãe de Isaac) precisamos ir na última sessão", conta Guedes.

A mãe e hoje assessora Iasmin Guedes, de 23 anos, abriu mão da faculdade e do emprego em nome da carreira do filho. "Fazia faculdade e trabalhava em uma agência de turismo em Salvador. Começaram a surgir viagens, eventos e participações do Isaac em programas. Não estava mais conseguindo conciliar. Tranquei a faculdade e pedi demissão para poder acompanhá-lo nas viagens", afirma.

 

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