Bairro violento sedia 1ª Casa de Marina em PE

A candidata Marina Silva (PV), iniciou o sábado de campanha, em Recife, defendendo a continuidade do Bolsa-Família, do governo federal, e comprometendo-se a ampliar os recursos e o número de famílias atendidas.

Monica Bernardes, O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2010 | 00h00

"Só acha que o Bolsa-Família é assistencialismo quem mora em um lugar que tem esgoto saneado, água encanada, segurança e conforto. Quem mora no meio da lama, que tem de fazer malabarismos para criar seus filhos, sabe como é importante o dinheiro do Bolsa-Família", afirmou, durante visita à comunidade do Coque, na região central, conhecida por ter um dos maiores índices de violência e tráfico de drogas na capital pernambucana.

Durante uma hora e meia no local, a candidata participou de encontro com um grupo de 30 crianças de 3 a 10 anos que frequentam a Escola Popular de Direito Constitucional Pequeno Cidadão - instituição criada para retirar menores das ruas.

A senadora inaugurou também a primeira Casa de Marina no Estado - residências transformadas em comitês de divulgação da campanha. Bastante emocionada (chorou em alguns momentos), a candidata - que foi recebida pelas crianças com a música Coração de Estudante - defendeu a inclusão de exemplos como os da Escola de Direito Constitucional em todas as comunidades de baixa renda no País.

Durante vários momentos, Marina lembrou sua origem humilde e o fato de ter vivido no analfabetismo até os 16 anos. A escola foi fundada, em 2006, após o assassinato de dois jovens da comunidade. Um deles, de 14 anos, era filho da dona de casa Jacineide Maria da Silva, a Nega, que cedeu sua propriedade para ser Casa de Marina.

Desabafo. No fim da manhã, Marina participou de um debate com jornalistas em uma rádio local. Falou de suas propostas de campanha e disse ter ficado "muito triste" com o fato de José Serra ter questionado o que Guilherme Leal (seu vice no PV) teria feito pelo Brasil. "Ora, ele fez muito. Como empresário, paga seus impostos, gera emprego. Muitas vezes é gente comum, como o Guilherme, como a Nega do Coque, que faz mais pelo Brasil do que muitos políticos."

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