Bala perdida acerta professora em sala de CEU

Disparo ocorreu quando dois homens perseguiam outro, após cometerem assassinato nas imediações de unidade escolar em Itaquera

Felipe Grandin, O Estadao de S.Paulo

09 de novembro de 2007 | 00h00

A professora Nilza Aparecida Lantyer, de 45 anos, foi atingida por uma bala perdida dentro da sala de aula, na quarta-feira, no Centro Educacional Unificado (CEU) Azul da Cor do Mar, em Itaquera, zona leste da capital. No momento do disparo, dois homens estavam perseguindo Vamberto Bezerra da Rocha, de 37 anos, e haviam acabado de matar Geraldo Jerônimo dos Santos, de 32 anos. Nilza custou a acreditar no que aconteceu. "Pensei que tinha levado uma pedrada", disse a professora, ferida no ombro direito. "Só fui descobrir que era tiro quando o guarda me levou para o hospital."O crime aconteceu por volta das 18h30. Rocha e Santos estavam sentados na calçada, na esquina da Avenida Caiubi com a Rua da Paz. Segundo uma testemunha, dois homens chegaram a pé e atiraram no rosto de Santos, que morreu na hora. Rocha correu em direção ao CEU, que fica a cerca de 100 metros de distância. Na Rua da Paz, levou dois tiros: um no tórax e outro no pescoço. Uma bala não acertou o alvo e atingiu a professora. Vamberto Rocha está internado no Hospital Planalto e seu estado de saúde é estável. Nilza foi levada para o pronto-socorro e liberada em seguida.NOME DA RUA"Vai ter que mudar o nome da rua, né?", disse Marilda Souza, de 43 anos, que mora na região. Os tiros provocaram tumulto em frente ao CEU. Era o intervalo entre o turno da tarde, que termina às 18 horas, e o da noite, que começa às 19 horas. "Foi a maior confusão. Todo mundo correndo", disse a vendedora Célia Almeida, de 28 anos, que trabalha na rua da escola.A polícia ainda não sabe o que motivou o crime nem tem pistas dos dois homens que disparam os tiros. Apesar do movimento no local, só uma testemunha foi ouvida até agora e afirmou não poder identificar os criminosos. Segundo familiares, Santos e Rocha moravam em uma cidade perto de Sorocaba, onde trabalhavam em uma fábrica de resina. Eles afirmam que os dois vinham a São Paulo com freqüência para uma filial da empresa, em Guarulhos. Santos foi morto em frente à casa da irmã, Vânia Soares, de 26 anos, onde ele estava hospedado. "Quando eu cheguei ele já estava no chão", disse.

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