Bala perdida é o maior medo dos cariocas, aponta pesquisa

36% consideram risco de ser baleado principal preocupação, seguido de assalto (23%) e sair à noite (19%)

Talita Figueiredo, O Estado de S. Paulo

28 de outubro de 2009 | 19h13

O maior medo dos cariocas é ser atingido por uma bala perdida. É o que aponta a pesquisa Percepção 2009, da ONG Rio Como Vamos, encomendada ao Ibope. Das 1.358 pessoas que responderam ao questionário, 36% disseram que o risco de ser baleado era a principal preocupação, seguido de assalto (23%), sair à noite (19%), presença do tráfico (7%) e abordagens policiais (4%).

 

Veja também:

linkUnião deve reconhecer sua responsabilidade no Rio, diz Lula

linkPolícia do Rio prende 2º suspeito de matar líder do AfroReggae

linkAlencar convida empresários para lutar contra violência no Rio

linkPresídios de segurança média podem ser feitos no Rio, diz Tarso

linkSem investimentos, Rio não estará pronto para 2016, diz Tarso

 

Na zona norte, onde semana passada aconteceram vários embates entre policiais militares e traficantes que resultaram na morte de 46 pessoas e na queda de um helicóptero da PM, o medo de bala perdida sobe para 44%.

 

"Nossa pesquisa mostra que balas perdidas aterrorizam os moradores de todos os bairros do Rio de Janeiro. Na zona norte, é natural que o temor seja maior, já que é lá que ocorre grande parte dos conflitos entre as facções do tráfico e entre criminosos e policiais, como estamos vendo agora" disse a presidente executiva do Rio Como Vamos, Rosiska Darcy.

 

Relatório do Instituto de Segurança Pública, da Secretaria Estadual de Segurança Pública do Rio, mostra que das 79 pessoas vítimas de balas perdidas no primeiro semestre deste ano quase metade delas (49,78%)foi atingida na zona norte.

 

Na noite do último domingo, na favela Kelson, na Penha, a dona de casa Ana Cristina Costa do Nascimento, de 24 anos, morreu ao ser atingida por um tiro que pode ter partido de policiais militares que entraram na favela perseguindo supostos criminosos em uma moto. A filha de 11 meses de Ana, que estava em seu colo, foi atingida no braço e continua internada num hospital.

 

O Rio Como Vamos é um movimento de cidadania que propõe a medição e divulgação de indicadores da qualidade de vida no Rio de Janeiro para municiar a sociedade com informações para que ela possa exigir a melhoria nos serviços prestados pela administração pública.

Tudo o que sabemos sobre:
Rioviolência

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.