Baladas famosas no exterior chegam a SP

Cidade agora tem filiais do globalizado Buddha Bar e da boate Mynt, de Miami

Raquel Fortuna, O Estadao de S.Paulo

14 de dezembro de 2007 | 00h00

Quem sempre sonhou conhecer as casas noturnas mais famosas do mundo já não precisa arrumar as malas. Na semana passada, São Paulo ganhou mais duas unidades de espaços badalados no exterior. Uma delas é o Buddha Bar, que tem filiais em Paris, Nova York, Dubai, Cairo e Las Vegas, construído na Villa Daslu, Vila Olímpia, zona sul. Não muito distante, na Avenida 9 de Julho, fica a recém-inaugurada danceteria Mynt, point descolado de Miami.Nos últimos três anos, pelo menos quatro casas estrangeiras, conhecidas pelo serviço de primeira categoria e pelo glamour, abriram filiais na capital. Esse clube seleto vai ganhar pelo menos mais um reforço em 2008. O restaurante P.J. Clarke''''s, freqüentado por muitos brasileiros radicados em Nova York, terá uma unidade em São Paulo com cardápio abrasileirado, em julho.A opulência na decoração do Buddha Bar, o investimento de R$ 4,5 milhões e a escolha do prédio da Daslu como sede reforçam a associação da casa com o conceito de luxo. Para entrar no lugar, mistura de lounge sofisticado e restaurante de gastronomia moderna, é preciso passar pelo crivo da segurança da Villa Daslu. Ou seja: aparecer de bermuda, camiseta e tênis pode ser um aposta arriscada. Além disso, é preciso reservar no mínimo R$ 200 para degustar alguns dos pratos da chef Bel Coelho, pupila de Alex Atala no D.O.M. Para definir o menu, inspirado na cozinha asiática contemporânea, Bel fez estágio na matriz, em Paris. ''''Não é interessante para o negócio que o cliente entre só para beber uma água'''', diz o sócio David El Eter.Esse público endinheirado é o alvo também da Mynt. Ao menos se seguir o termômetro da inauguração, no dia 7, em que modelos, jovens e trintões com ar blasé disputaram um ok da portaria para entrar. ''''Buddha Bar e Mynt são lugares que têm o mesmo nível. Você vai com a certeza de que terá gente interessante'''', diz a publicitária Natasha Maia, de 26 anos.Ao contrário da exuberância do Buddha, a Mynt é pequena, tem decoração mais clean e concepção tecnológica. Em vez de luzes, há uma parede de projeções; já o som quadrifônico uniforme permite dançar e conversar. De todas as casas, a Mynt é a mais parecida com a matriz americana. ''''É preciso manter o glamour internacional'''', diz Fabiano Gomes, um dos sócios.Manter o padrão do exterior, sim, mas com algumas adaptações. Os sócios da Pacha, conhecida pelas festas de música eletrônica em Ibiza, na Espanha, preparam por cinco anos o desembarque da grife em São Paulo, ocorrido em novembro de 2006. ''''A filial inglesa concorre com clubes londrinos, por exemplo. Tivemos de entender o que o mercado brasileiro precisava e adaptamos o projeto'''', afirma um dos sócios, Leo Sanchez.Em 2004, Rudolph Piper e Edsá Sampaio trouxeram para a capital a Lotus, há seis anos na lista das melhores casas de Nova York. Nos moldes da matriz americana, localizada num prédio na Rua 14, a filial ocupou por dois anos e meio um dos andares do World Trade Center na região da Avenida Luís Carlos Berrini, zona sul. Agora reabrirá em novo endereço com capacidade para 1.600 pessoas, na Rua Iguatemi, no Itaim. ''''Reformar ou mudar a decoração é estrategicamente interessante porque as pessoas cansam dos lugares'''', diz Piper.Segundo o diretor do programa de Gestão de Luxo da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), Silvio Passarelli, o que garante o ciclo de vida de um estabelecimento é a manutenção de um padrão de serviço. ''''Mas, por aqui, as coisas são consumidas muito rapidamente. Tudo entra e sai de moda, especialmente na área do entretenimento. Cabe aos investidores de fora encontrar uma maneira de evitar essa flutuação.''''

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